A crise, o desemprego, o custo elevado do credito explicam a dificuldade que a maioria das pessoas estão enfrentando para fechar as contas do mês no azul e sem dividas.

DSOP Educação Financeira Dívidas: saiba como se livrar delas gerenciando o seu orçamento

Um outro fator que contribui muito para o endividamento é a falta de gestão dos gastos ou do orçamento familiar. Sabemos que este controle orçamentário não é o forte da maioria dos brasileiros.

No entanto, se você faz parte deste grupo dos endividados ou conhece alguém nesta situação, saiba que é perfeitamente possível sair desta situação. Fazendo com que os custos e gastos mensais fiquem compatíveis com sua renda mensal, e é mais fácil do que imaginamos. Estou falando de Educação Financeira.

Somente é necessário que sejam abertos a adotar pequenas mudanças de comportamentos e seu dia a dia.  Para isso selecionei algumas atitudes que devem ser adotadas, não somente em tempos de crise, mas para toda a vida.

1) Faça um diagnóstico dos seus gastos

Para ser organizar financeiramente, você precisa antes, entender e identificar para onde está indo seu dinheiro, eu chamo de Seguir as Moedas, ou seja, fazer um levantamento, por 30 dias de todos os seus gastos, tudo mesmo, bala, doces, cafezinho, almoço, jantar, lanches, etc. pequenos e grandes gastos, detalhando o máximo possível.

Você descobrirá, por exemplo, que talvez não precisa do pacote completo da TV por assinatura, que gasta demais com guloseimas, que poderia trocar o cinema de fim de semana para segunda ou quarta-feira, que custam muito mais barato.

Os gastos com supérfluos podem chegar a 25% de seus ganhos atuais, são geralmente compras por emoção

2) Mude seus hábitos

Após tomar total conhecimento de seus gastos, agora é hora de mudar seu estilo de vida. E reconhecer e se empenhar nesta tarefa, é o inicio para ser livre de suas dívidas.  Estabelecer prioridades, para avaliar a possibilidade de mudanças de hábitos, e assim, tomar a decisão de cortar despesas. Por exemplo, num período de crise e aperto financeiro, diminua os gastos com lazer, e que podem ser substituídos por programas totalmente gratuitos, como museus, parques, ruas de lazer, é mais aconselhável do que cortar gastos com alimentação. Mas como varia de pessoa para pessoa, só você poderá decidir quais entre seus hábitos são menos importantes.

3) Tenha uma renda extra

Além de reduzir despesas, uma boa possibilidade é conseguir uma renda extra, pois todos nós somos dotados de dons e ou habilidades, que afloram nestes tempos de crise. Exercitar o empreendedorismo, e muitas opções não requer grandes investimentos para iniciar.  Revender doces, cosméticos, alimentos fit, conserto de computadores, usar a força das redes sociais para promover treinamentos on line ou presenciais, há inúmeras possibilidades.

4) Substitua algumas coisas

Para mudar esta situação de endividamento, substitua itens de seu consumo por outros mais em conta. Por exemplo: troque seu carro por um mais econômico, troque marcas de produtos caros por mais baratos no supermercado, geralmente os mais caros costumam está na altura dos olhos na prateleira, dê uma olhada nos produtos um pouco mais abaixo. A Tv por assinatura, pode ser trocada por um serviço streaming, como Netflix. Agora se você estiver comprometendo 100% ou 110% de sua renda, sendo um super. endividado, as ações têm que ser mais radicais. Considere em mudar para um lugar ou região com os preços de alugueis e ou imóveis mais baratos, vender o carro e mudar os filhos para uma escola pública, dispensar a empregada doméstica ou diarista. Podem, sim, ser medidas que irão ajudar a alcançar seu equilíbrio financeiro. Lembre, são medidas estratégicas, e por um período de tempo, não serão para sempre, mas até que consiga um folego financeiro para ir sanando as dívidas. Mudança de padrão de vida, infelizmente, poderá mudar a qualidade de vida, mas pode ser a única possibilidade de recobrar o equilíbrio.

5) Pagar as dívidas: como?            

Você precisa descobrir o quanto as dividas estão comprometendo seu orçamento. Exemplo: divida o total das dívidas pela renda familiar, o resultado mostrará o quanto sua renda está destinada às dívidas. Veja, R$ 3.000,00 (dividas) ÷ R$10.000,00 (renda familiar) = 30%. Se por volta de 30% de seus ganhos estão comprometidos pelas dividas, está mais que na hora de mudança de hábitos e alguns gastos pessoais.  Esta é a hora de sair para as ações, cortar gastos, negociar as dívidas, mas atenção, não se comprometa com parcelas que não poderá honrar, pois se fizer isso, em alguns meses o problema voltará. Toda renda extra, como bônus, 13º salário, férias, restituição de imposto de renda, aproveita para, talvez sanar as dividas mais importantes e de valor, como moradia, parcelas do carro, etc. Não use este dinheiro extra para compras por emoção, como Black Friday e data comemorativas, pois, 43% de nossas compras podem ser em momento de tristeza, angustia e ansiedade. Não faça novas dividas, tenha cautela.

6) Troque dívidas caras pelas mais baratas

Hoje há cooperativas de crédito que oferecem empréstimo com juros mais baratos que a maioria dos bancos. Nestes momentos de aperto financeiro, a portabilidade das dívidas pode ser um canal de ajuda. Mas tome cuidado, use este crédito de forma consciente, nunca comprometa mais que 30% de seus rendimentos com as parcelas.

7) Peça ajuda: sozinhos vamos mais rápido, mas juntos vamos mais longe

Não tenha medo ou receio de pedir ajuda se sentir dificuldade e realizar as orientações dadas. Converse com um amigo que entenda de finanças ou hoje há um profissional totalmente preparado para ajudar, um Terapeuta Financeiro poderá analisar muito bem sua situação, oferendo um auxilio personalizado para que você e sua família recupera a saúde financeira tão desejada.

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