DSOP Educação Financeira Ceia de Natal vai ficar quase 5% mais cara este ano

Mesmo com a alta, estima-se que as vendas serão superiores em comparação a 2015. As bebidas terão o maior reajuste, diz a Abras

Faltando pouco menos de um mês para o Natal, o consumidor baiano já começou a se dirigir para os supermercados em busca dos produtos para a ceia e, aos poucos, vai percebendo a diferença de preços em relação a 2015. De acordo com estimativas da Associação Baiana de Supermercados (Abase), a principal refeição natalina vai ficar entre 4% e 4,5% mais cara em Salvador.

Os produtos que terão o maior reajuste este ano, segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), serão as bebidas, especialmente os vinhos – registrando um aumento de 11,17% -, seguido dos refrigerantes (10,53%), cervejas (10,41%) e espumantes (10,23%).

Mesmo assim, o consultor de varejo da Abase, Rogério Machado, acredita que as vendas devem ser 2% maiores em comparação a 2015. “O consumidor vem adotando táticas como troca de marcas, sobrando mais dinheiro para consumir outros produtos. Essa é uma situação que já vínhamos percebendo nos últimos meses, gerando crescimento do setor, aliado ao fato de que os preços não subiram tanto”, pontuou.

Conforme pesquisa da Abras, dos produtos típicos do Natal e Réveillon, as frutas secas (2,68%) e o panetone (2,12%) lideram as projeções de vendas dos supermercadistas. Em contrapartida, o peru registrou queda de 1,55% na expectativa de venda em relação a 2015.

A reportagem da TB percorreu alguns supermercados para realizar uma comparação de preços. Em um estabelecimento que fica na região das Sete Portas, o queijo tipo reino estava custando a partir dos R$ 53,90, o quilo. Já em um supermercado na Avenida Vasco da Gama, o preço variava entre R$ 47 e R$ 80 o quilo.

Outro item bastante consumido, o panetone, custava entre R$ 7,98 e R$ 14,99 no primeiro local pesquisado e entre R$ 9 e R$ 18, no segundo. O tradicional peru, a depender da marca, tinha uma variação de 28% no preço nos pontos visitados pela reportagem. Com relação ao espumante, a diferença podia chegar a 38,5%, também ser for levado em conta o tipo de produto escolhido.

“As pessoas não abrem mão dos produtos, apenas fazem a substituição de alguns deles como o bacalhau, por exemplo. As bebidas, ao invés de importadas, o consumidor dará maior preferência as nacionais, assim como peru que está sendo substituído pelo frango”, comentou Machado. A dica, conforme aponta o consultor é a de realizar pesquisas já nas primeiras semanas de dezembro e ver o fornecedor que está mais em conta para o consumidor.

Ainda segundo ele, não é vantajoso fazer a compra em diferentes pontos de venda, evitando assim desgaste com deslocamento para diversos lugares. Questionado se os preços poderiam aumentar de peço à medida que a data se aproxima, ele disse que a estratégia vai depender de cada estabelecimento comercial.

Em época ainda de crise, algumas dicas podem ser seguidas para que a Ceia de Natal não acabe também pesando no bolso. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Educação Financeira (Abefin), Reinaldo Domingos, antes de preparar a mesa, o consumidor pode ter como idéia fazer a ceia natalina junto a amigos e parentes pode tornar a data ainda mais especial e facilitar para que todos fiquem “de bem” com as finanças.

Além disso, vale à pena seguir o velho conselho de realizar um planejamento antes da compra, principalmente se também for realizar a ceia para o Réveillon.

Fonte: http://www.tribunadabahia.com.br/2016/12/06/ceia-de-natal-vai-ficar-quase-5-mais-cara-este-ano-2

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