Poupe para comprar depois E-mail
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Com o encarecimento dos financiamentos sem entrada para prazos acima de 24 meses na compra de veículos e outros bens, resta aos consumidores guardar parte de seus rendimentos para dar um sinal no ato da compra e fugir da alta dos juros. A melhor forma de poupança depende do tempo que a pessoa consegue ou quer esperar até a realização de seu sonho.

Mario Amigo, professor do MBA da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), recomenda que, para períodos de até seis meses, os consumidores optem por investimentos de maior liquidez, isto é, aqueles que podem se transformar em dinheiro a qualquer tempo, caso de títulos do governo, como o Tesouro Direto.

Para o período de 6 a 12 meses de poupança, sugere Amigo, são indicados também os fundos de renda fixa porque a partir de 180 dias o Imposto de Renda é menor, já que a alíquota cai à medida que a aplicação é mantida.

Aos menos temerosos por riscos, ele recomenda para este período os fundos multimercados, que mesclam rendas variável e fixa. Neste caso, diz, o melhor são os que aplicam entre 20% e 30% dos recursos em ações e o restante em renda fixa. Tharcisio Souza Santos, diretor do MBA da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), também recomenda as aplicações em Tesouro Direto e descarta a poupança, prejudicada, segundo ele, pela alta da inflação.

O economista José Dutra Sobrinho vê na caderneta uma alternativa para o período de 6 a 12 meses. Segundo ele, um consumidor que queira juntar R$ 10 mil em seis meses pode fazê-lo mediante depósitos mensais de R$ 1,6 mil. No período de 12 meses, constata o professor, os depósitos devem ser próximos de R$ 803. Ele também recomenda o Tesouro Direto como boa escolha para ambos os períodos. Na opinião de Dutra Sobrinho, alternativas como fundos ou Certificado de Depósito Bancário (CDB) não funcionariam. “Os fundos têm taxas de administração e os CDBs não são indicados para estes valores”, diz. Segundo ele, alguns fundos cobram taxa de administração de 4% ao ano para estas faixas de valores.

Andreas Belck, chefe do Departamento de Finanças da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), recomenda que os consumidores utilizem a caderneta de poupança para guardar mensalmente o valor da prestação que pagariam caso financiassem o bem almejado. “Imagine poupar o equivalente a R$ 500 por mês. Em dez meses serão R$ 5 mil de valor principal, fora os rendimentos”, diz. Ele sugere que depois de acumular um valor maior, o consumidor pesquise títulos do Tesouro ou fundos de renda fixa.

Reinaldo Domingos, diretor do Instituto DSOP de Educação Financeira, lembra que qualquer estratégia de poupança começa por um diagnóstico do orçamento. “É preciso um exercício de 30 dias para observar onde vai cada centavo”, afirma.

Domingos ressalta a importância de que toda a família reconheça a necessidade de atingir o objetivo de poupar para a realização do sonho de consumo, tenha ele o tamanho que tiver. Na opinião do diretor do DSOP, recursos para projetos com tempo igual ou inferior a um ano devem ser deixados na caderneta de poupança. “Acima disso é possível procurar CDB ou títulos do governo”, diz.

 

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/jt-seu-bolso/poupe-para-comprar-depois/

 

O livro Terapia Financeira, que você pode encontrar na Loja Virtual do Instituto DSOP de Educação Financeira, ensina como ter a disciplina correta para poupar e realizar sonhos!

 

 


 

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