| Cresce número de famílias brasileiras em condições de pagar o que devem |
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Em janeiro do ano passado, quase 8% das famílias consultadas diziam não ter condições de pagar as dívidas. Agora, total recuou para 6,9%. Também é menor o grupo dos consumidores com dívidas em atraso: menos de 20%.
Sala lotada, às 9h, aula de educação financeira. Todo mês, 500 pessoas fazem um curso para aprender a se livrar do aperto. Dona Roseli fechou a mão no fim do ano: “Não compramos nada. Só paguei as contas”, afirma.
Marilda tem um discurso ensaiado. “Esse ano eu vou priorizar o pagamento de todas as dívidas”, garante.
Elas não são as únicas preocupadas em organizar o orçamento. Em janeiro do ano passado, quase 8% das famílias consultadas pela Confederação Nacional do Comércio diziam não ter condições de pagar as dívidas.
Agora, o total recuou para 6,9%. Também é menor o grupo dos consumidores com dívidas em atraso: menos de 20%. Assim como o dos que declararam ter alguma dívida no comercio: abaixo de 59%.
Economistas dizem que o número de endividados vem caindo porque o desemprego está menor. Além disso, a renda aumentou nos últimos anos. Mas só trabalho e mais dinheiro não bastam para deixar as contas em dia. Para os especialistas, a melhora nos indicadores de dívidas não seria possível se os consumidores não estivessem mais cautelosos.
“O consumidor está mais disciplinado, é mais maduro, sabe controlar adequadamente o seu orçamento. As pessoas sabem, estão aprendendo essas técnicas, têm que procurar o credor e tentar de alguma maneira negociar”, avalia Antonio Carlos Borges, diretor da Fecomércio-SP.
Negociação que muitas vezes começa em casa e continua na loja. “A mulher já está procurando alguma coisa e eu estou aqui querendo saber o que é porque não sei se vai caber. A gente tem que fazer o planejamento. Não é só ter a vontade de comprar”, diz o bancário Rogério Attala. Assista o vídeo da matéria com Reinaldo Domingos, que foi ao ar hoje, no Jornal Nacional. FONTE: Jornal Nacional - Rede Globo - Repórter Walace Lara |
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