Quem nunca pensou “eu mereço”, “eu preciso” ou “estou infeliz” quando está na frente do caixa da loja, pronto para abrir a carteira e gastar dinheiro?

DSOP Educação Financeira 9 mentiras que contamos a nós mesmos para gastar sem culpa

Na hora de comprar, costumamos usar várias desculpas para justificar o gasto –principalmente quando ele é por impulso. Mas, muitas vezes, essas justificativas não são verdadeiras, e acabamos mentindo para nós mesmos.

“Embora pareçam ingênuas ou despretensiosas, há certas mentiras que acabam sabotando a saúde financeira das pessoas. O ideal é ter consciência de sua situação financeira e criar o hábito de planejar antes de gastar, assim deixará de agir por impulso ou por falsos motivos”, afirma Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin).

Confira as principais mentiras que contamos para nós mesmos na hora de comprar, segundo a DSOP Educação Financeira:

1) “Eu mereço”

Embora essa frase possa ser verdadeira, ela tende a minar a realização de algo que a pessoa realmente deseja conquistar.

Atingir uma grande meta é conseguir algo mais desejado e merecido do que qualquer outra experiência do dia a dia. Quanto mais dinheiro gastamos em compras esporádicas, menos guardamos para alcançar sonhos maiores (e mais caros).

Com tantas promoções, é difícil resistir à tentação de comprar. Por isso é tão importante ter objetivos bem definidos. São eles que estimulam o consumo consciente. Fazendo isso, nos privamos de um prazer pontual em prol de algo muito maior lá na frente.

2) “A pessoa que estou presenteando merece”

Na hora de presentear, muitos não medem esforços para agradar, especialmente em datas comemorativas, como aniversários, Natal e Dia das Mães.

Há quem pense que o tamanho do carinho deve ser representado no preço do presente, mas isso não é verdade. Para demonstrar sentimentos, os gestos tendem a ter mais valor do que bens materiais.

Por mais que a pessoa mereça o melhor que o dinheiro pode comprar, reflita sobre como ela pode se sentir feliz sem que você tenha que gastar mais do que pode. Se o desejo é realizar um sonho que a pessoa tenha, é válido se planejar com antecedência e poupar ao longo de meses.

3) “Eu preciso”

Uma das principais mentiras que as pessoas contam a si mesmas é que precisam de determinado produto ou serviço, sem ponderar se há mesmo necessidade e se vai usufruir daquilo.

É importante que o consumo venha após o planejamento financeiro. Precisamos nos educar financeiramente para viver de maneira mais saudável e sustentável, realizando sonhos que possuem valor para nós mesmos.

4) “Eu não tenho”

Nas lojas ou mercados, você pode pensar que o produto falta em sua casa (ou em sua vida) para justificar a vontade de comprá-lo.

Muitas vezes, porém, isso não é verdade. O que faltou foi procurar.

Antes de ir às compras, analise o que já tem. Veja seu guarda-roupa, armários e geladeira. Assim, é possível evitar o desperdício de dinheiro e também de recursos –o meio ambiente agradece.

5) “Estou infeliz”

A felicidade que se consegue com o consumo esporádico e sem planejamento tende a ser pequena e momentânea. Realizar sonhos, por sua vez, gera a felicidade genuína e duradoura que todos almejam.

Quem reconhece que está infeliz precisa, em vez de buscar a satisfação em compras, equilibrar o momento presente com a projeção de um futuro de realizações.

Para que o ato de sonhar também não seja algo pontual, sempre é recomendável que as pessoas tenham, no mínimo, três objetivos: um de curto prazo (até um ano), um de médio (de um a dez anos) e outro de longo prazo (acima de dez anos).

6) “Não consigo resistir”

Mais do que contestada, essa mentira aparentemente inofensiva deve levar à reflexão sobre o porquê de, em vez de planejar e consumir com consciência, a pessoa prefere se deixar levar pelo momento. É possível que esteja faltando organização.

Conhecer a própria situação financeira é primordial para que se possa ter mais pulso firme e disciplina na hora de resistir aos impulsos consumistas. Parece estranho, mas muita gente não sabe quanto de dinheiro tem na conta antes de gastar. Acabe com esse comportamento o quanto antes, com educação financeira.

7) “É barato”

Fazer uma pequena compra hoje, outra pequena compra amanhã, sem se preocupar com a totalidade dos gastos, é um hábito que vem levando muitas pessoas ao endividamento.

É claro que é preciso priorizar o custo/benefício, pesquisar preços e pedir descontos, mas não adianta pagar pouco e comprar muito, de forma desenfreada, sem planejamento. No final, a conta ficará cara do mesmo jeito.

8) “Eu tenho condição”

Por incrível que pareça, a sobra de dinheiro também é um sinal de que a administração não está sendo eficiente, porque a melhor forma de gastar é seguindo um bom planejamento.

Em vez de comprar por impulso, apenas porque tem dinheiro sobrando no final do mês, é preciso rever se esse valor o ajudará a realizar sonhos mais rapidamente, ou se há novos objetivos de vida a serem priorizados.

Afinal, o dinheiro deve trabalhar em favor das pessoas, não o contrário.

9- “Todo mundo já tem”

Quando o produto ou serviço dá status, a pessoa pode se sentir mais tentada a comprar.

Os desejos de pertencer a um grupo e de ser reconhecido não devem influenciar as decisões financeiras. Afinal, o status é algo que pode ser difícil de sustentar. Muita gente compra aquilo de que não precisa, com o dinheiro que não tem, para impressionar, muitas vezes, pessoas que nem conhece.

Fonte: https://goo.gl/nNlpNC

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