Gastar sem pensar no amanhã. Muitos consumidores fazem disso uma rotina de vida e só se preocupam em parar de comprar quando se encontram à beira do abismo do endividamento. E quando se percebe, sair das dívidas fica cada vez mais difícil.

DSOP Educação Financeira Ter uma nova vida após se livrar de vez das dívidas e do consumo excessivo

A servidora pública Silezia Sarti, de 48 anos, se viu prestes a se desequilibrar e a cair nessa situação. Cheia de financiamentos, com dívidas no cartão e no cheque especial, ela precisou fazer malabarismo financeiro, pegando um empréstimo para pagar o outro, e assim manter o nome limpo na praça.

“Eu sempre gastei mais do que ganhava. Achava que Deus ia dar um jeito, até que tudo virou uma bola de neve e eu vi que dependia de mim mesma mudar a forma de usar o dinheiro”, conta.

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Ao perceber que sua situação estava no limite, Silezia buscou, a princípio, ajuda do Google para encontrar uma solução para seu endividamento excessivo. No buscador, encontrou consultorias. A partir daí, ela resolveu entrar num programa de reeducação financeira para sair das dívidas.

“Um dos primeiros consultores me disse que não havia solução para o meu problema. Foi só na segunda opção que achei uma forma de sair dessa situação”, conta.

Com as aulas, ela mudou a forma de lidar com o seu salário, passou a evitar o desperdício, vendeu o carro para se livrar do financiamento e foi conseguindo economizar para pagar as dívidas no cheque especial, no cartão e os empréstimos.

Aumentar a renda foi também uma solução que Silezia encontrou. Ela começou a fazer docinhos para ganhar um dinheiro extra e assim conquistar a liberdade financeira.

“Eu estava ansiosa para resolver tudo isso logo. O trabalho com os doces deu tão certo que passei a aceitar várias encomendas que foram cruciais para eu sair das dívidas”, releva a consumidora ao acrescentar que em três anos conseguiu pagar quase todos os empréstimos. “Só falta um. E eu já antecipei várias parcelas. Inclusive, precisei comprar um carro financiado. Dividi em 48 meses, mas consegui, com a venda dos docinhos, quitar 18 prestações de uma vez”.

A educadora financeira Hérica Gomes, da DSOP, explica que não há muita saída para o consumidor endividado vencer esse quadro se não for pelo planejamento. “Tem que cortar os supérfluos e só gastar realmente com o que é essencial”, diz a especialista que ajudou Silezia a reorganizar o orçamento.

“Há pesquisas que mostram que muitas famílias chegam a desperdiçar 30% do que consomem. Se isso ocorre é porque não precisavam disso. Então, elas podem sim economizar para sair das dívidas e alcançar sonhos”, explica ao citar exemplos de estratégias para deixar as contas no azul. “Despesas com telefonia, energia e água são essenciais. Não dá para cortá-las, mas dá para diminuir. É possível ainda trocar a TV a cabo por uma mais barata, que esteja de acordo com a realidade financeira daquele momento”, orienta.

As dicas

Como sair das dívidas

O primeiro passo é colocar no papel a receita e todos os compromissos financeiros da família.

Encontre onde há desperdício

Veja onde os gastos estão acima do ideal para as finanças da família. Envolva todos nesse projeto de busca pela saúde financeira da casa.

Avalie as prioridades

Depois de tudo no papel, encontre as dívidas que estão mais pesando no orçamento e tente pagar primeiro os débitos que têm os juros mais altos, como cartão de crédito e cheque especial.

Apesar de ser complicado aumentar o salário, principalmente neste cenário de crise e desemprego, o consumidor endividado precisa encontrar formas de aumentar sua renda. Uma das saídas é fazer “bicos”, buscar um dinheiro extra como fazer doces para fora, trabalhar com artesanato ou mesmo como um “faz-tudo”.

Fuja dos empréstimos

Alguns consumidores chegam a ter limites de cartão e de cheque especial num valor muito acima da renda mensal. Isso é um chamariz para o endividamento. É importante solicitar ao banco um limite de crédito compatível com o salário.

Professora queria ser exemplo

A professora Rafaela Soares, de 36 anos, nunca ficou endividada. Mas também não tinha uma vida financeira tão organizada. Tudo mudou quando ela começou a ministrar aulas de educação financeira para seus alunos. “Eu achava errado ensinar algo que eu não fazia no dia a dia. Então, mudei totalmente meu jeito de usar o dinheiro”, conta.

Rafaela disse que começou a cortar também os desperdícios e a economizar para realizar seus sonhos. “Estou resistindo ao consumo para fazer coisas que realmente eu sonhei, como viajar, por exemplo”.

A psicóloga clínica Glades Gabriela Müller pondera que tomar decisões a respeito de problemas pessoais e organizar a vida é uma tarefa considerada difícil. “Quando temos que fazer isso sob pressão, as coisas às vezes não saem como deveriam. Por isso, é tão importante ter um cuidado especial com a saúde mental, pois quando estamos saudáveis, mentalmente falando, conseguimos ter uma visão mais clara a respeito de tudo que está a nossa volta para, então, organizar a vida e fugir das dívidas”, destaca a psicóloga da Verthag Psicologia.

Fonte: https://goo.gl/50ufFU

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