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6 mulheres poderosas e influentes da atualidade

Para continuar a falar sobre o Mês da Mulher, preparamos um conteúdo especial sobre 6 mulheres poderosas e influentes dos dias de hoje. Confira!

Por| Andréia Lima

Muito se fala sobre o  papel que as mulheres poderosas e influentes exercem na nossa sociedade. No entanto, a verdade é que, apesar de se mostrarem fundamentais ao longo da história, durante séculos, a imagem dessas mulheres eram tidas na condição de submissão, onde ser livre significava, basicamente, ser homem. 

Antes de mais nada é preciso salientar que a luta das mulheres por emancipação é muito antiga. Elas nunca aceitaram a condição de subordinação de cabeça baixa, uma vez que  desde a idade média já existiam registros de organizações femininas exigindo igualdade.

No entanto, o movimento feminista só ganha força, no século XIX, após as ideias iluministas de igualdade e liberdade, a partir do sucesso da Revolução Francesa.

Em diversos momentos e diferentes contextos sociais, a mulher foi tida como inferior. O que se alterava eram os interesses dos grupos dominantes, que tinham a vida, o corpo e o destino das mulheres associados à imposição de inferioridade. 

Em outras palavras, as mulheres sempre foram subjugadas ao longo de toda a história, o que evidencia ainda mais a importância do papel dessas mulheres poderosas e influentes também nos dias de hoje.

Sendo assim o femisnimo vem como um movimento que luta pela igualdade social, os  direitos para as mulheres e busca combater o modelo social baseado no patriarcado e os abusos, e a violência contra as mulheres.

O relatório  Global Gender Gap Report 2021 do Fórum Econômico Mundial (FEM) mostra que a igualdade de gênero está ainda mais distante das mulheres devido à pandemia de COVID-19 e levará 135,6 anos para ser conquistada.

Antes a expectativa era de 99,5 anos. De acordo com a pesquisa, o Brasil fechou 69,5% de sua lacuna geral de gênero, alcançando a posição 93 globalmente. Entre os 26 países da América Latina que participaram do levantamento, o Brasil ficou em 25º lugar. 

Ou seja, a desigualdade entre os gêneros é uma realidade atual e histórica que resulta nas mais diversas formas de violência, opressão e desvantagens contra as mulheres.

Vale salientar que diante de tantos obstáculos externos e internos à conquista da autonomia financeira feminina nesse cenário se torna ainda mais  fundamental para evitar a reprodução de crenças culturais e possibilitar a harmonia da relação feminina com o dinheiro.

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É por esse histórico de desigualdade ainda visível, fruto de um passado que deixou marcas na atualidade, que surge a necessidade de lutar pelos direitos femininos e é por toda essa luta que temos que enaltecer tanto as mulheres que fizeram e fazem história até hoje.

E, como disse certa vez a apresentadora, jornalista e escritora norte-americana, Oprah Winfrey.

“Eu nunca me considerei feminista, mas não acredito que se possa ser mulher nesse mundo e não ser uma”. 

Agora, se alguém pedir a você, para citar mulheres poderosas e influentes da atualidade, certamente você mencionaria algumas dessas que iremos mostrar.

Quem são as mulheres poderosas e influentes do nosso tempo?

Ao longo dos anos, muitas mulheres marcaram seus nomes, revolucionando diversas áreas, da arte à política. Saiba também quem são as mulheres poderosas e influentes:  

Não podemos começar essa lista sem mencionar uma das mulheres mais poderosas e influentes da atualidade.

Kamala Devi Harris – Vice-presidenta dos Estados Unidos

Em 20 de janeiro de 2021, Kamala Harris se tornou a primeira mulher, a primeira pessoa negra e a primeira sul-asiática-americana a se tornar vice-presidente dos Estados Unidos. Em 2016, Harris também foi a primeira mulher indo-americana a ser eleita para o Senado dos EUA. 

E em 2010, Harris se tornou a primeira afro-americana e a primeira mulher a servir como procuradora-geral da Califórnia. 

Como ex-aluna da Howard University, Harris é a primeira graduada de uma faculdade ou universidade historicamente negra a ocupar a vice-presidência.

Djamila Ribeiro – filósofa e escritora

Ela é apontada por muita gente como protagonista da democratização do movimento antirracista que ganhou força no Brasil nos últimos anos. 

Djalmila confrontou com suas obras, as bases de questões ainda muito atuais, com elas defendeu  a população negra e as mulheres, ajudou a denunciar os crimes e injustiças do racismo estrutural e do machismo hereditário que conduzem a nossa sociedade.

Alguns de seus livros são: “O que é lugar de fala?”, de 2017, “Quem tem medo do feminismo negro?”, de 2018, e “Pequeno manual antirracista”, de 2019. A escritora respondeu a algumas das mais complexas questões da atualidade no Brasil e no mundo.

Jane Fonda – atriz, escritora, ativista, modelo, empresária, e autora 

Ela recebeu vários prêmios ao longo de sua carreira, incluindo dois Oscars, dois Prêmios BAFTA, sete Globos de Ouro, um Prêmio Emmy, além de um Leão de Ouro Honorário e o Prêmio Cecil B. DeMille.

Aos 84 anos, a atriz Jane Fonda foi presa algumas vezes em protestos com grupos cobrando medidas do Governo Trump por conta das mudanças climáticas. 

Jane Fonda, que é ativista pela causa climática há mais de 50 anos, faz parte do movimento “https://firedrillfridays.org/, cujo objetivo é chamar atenção para a crise climática e pressionar parlamentares americanos para tomarem atitudes sobre o tema.

O que para algumas pessoas pode ter parecido um rompante de insatisfação de uma das artistas mais famosas do mundo não é mais do que uma consequência de seu perfil habitual.

Desde os anos 70, Jane Fonda é uma ativista raiz, que se envolve com questões dos direitos da mulher, ambientais e sociais.

Anitta – cantora, compositora, atriz, dançarina, empresária e apresentadora brasileira 

Anitta. Foi assim que ficou famosa a Larissa de Macedo Machado conhecida inclusive internacionalmente, por sua carreira como cantora e compositora, colecionando diversos prêmios e uma carreira internacional em ascensão.

A cantora brasileira, que foi Under 30 na primeira lista realizada pela Forbes Brasil, em 2014, e uma das Mulheres Poderosas em 2020, percebeu muito cedo que mais do que cantar e dançar, ela era seu próprio negócio. 

Além disso, ela  foi nomeada para o conselho de administração do Nubank.

A empresa anunciou em junho do ano passado esse reforço de peso para sua turma.

E, segundo a marca, não se trata de uma mera parceria publicitária. A cantora passará a fazer parte do conselho de administração da fintech.

Viola Davis – atriz e produtora norte-americana

Viola Davis é uma atriz e produtora norte-americana. Vencedora de um Oscar, um Emmy Award e dois Tony Awards, dessa forma alcançando a Tríplice Coroa da atuação. Foi considerada pela Time uma das 100 pessoas mais influentes do planeta em 2012.

Pode parecer que Viola Davis sempre esteve nos principais filmes de Hollywood. Quase como se de alguma forma ela tivesse entrado na memória coletiva que temos do cinema e sua presença fosse regra. 

No entanto, foi somente em 2008 que a atriz conseguiu seu primeiro grande papel nas telas com “Dúvida”, aos 43 anos. Foram necessários apenas 8 minutos em cena para que ela conquistasse uma indicação ao prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no Oscar. 

Já adulta, Viola se formou em Teatro em duas escolas, primeiro na Rhode Island College. Depois de alguns anos trabalhando nos palcos ganhou uma bolsa de estudos para a prestigiada Juilliard, onde se formou em 1993. 

Cada vez mais presente nas telas, sua voz tornou-se também cada vez mais alta sobre um problema que ainda não estava sendo discutido devidamente: Hollywood não estava encarando o próprio racismo.

 Não havia – e ainda não há – diversidade no cinema. Faltavam filmes e bons personagens para atores negros.

Meghan – Duquesa de Sussex

Meghan, Duquesa de Sussex é uma ex-atriz americana e atual esposa do príncipe Harry.

Nascida e criada em Los Angeles, na Califórnia, a sua carreira como atriz começou enquanto estudava na Universidade do Noroeste.

Uma mulher de opiniões fortes que, desde muito cedo, engajou-se em causas nobres, principalmente a promoção da igualdade de gênero. 

Como voluntária, também se envolveu em projetos filantrópicos e foi embaixadora da ONG de ajuda humanitária World Vision, porta-voz da ONU Mulheres e conselheira da instituição de caridade One Young World.  

Engajada desde os 11 anos quando ela não gostou nada de ver funções da cozinha serem relacionadas apenas às mulheres.

 “Eu não acho que é certo as crianças crescerem achando que só suas mães fazem tudo”, disse em uma entrevista da época.

Também no Women ‘s Day, encontro em Pequim que celebrava os 20 anos do programa ONU Mulheres. Ela foi porta-voz da entidade, promovendo uma maior participação política e liderança feminina. 

Como contexto, revelou sua epifania quando, ainda menina, indignou-se com o comercial de detergente. 

“Naquele momento, eu me dei conta da magnitude das minhas ações”, revelou. “Aos 11 anos, eu tinha criado meu pequeno nível de impacto para lutar por igualdade”.  

A atriz também lembrou que, de sua singular ação contra o sexismo na propaganda até hoje, pouco mudou. 

“Mulheres precisam de um lugar à mesa (de negociações), precisam de um convite para sentar lá e, em alguns casos, quando isso não existir, elas precisam criar sua própria mesa”. 

As mulheres vêm lutando há anos por igualdade social, mas apesar dos grandes avanços e conquistas, ainda existem muitos desafios a serem enfrentados e por todas essas mulheres poderosas e influentes da nossa sociedade, sejam elas conhecidas ou não.
Durante todo o  mês de março iremos celebrar a história dessas mulheres que marcaram a sociedade com artigos super especiais. Clique aqui e veja mais sobre o poder feminino.

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