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Administre as contas e trabalhe melhor

Preocupação com dívidas afeta a produtividade e pode prejudicar sua carreira

Perder o controle das finanças e ficar endividado é um pesadelo para dez em cada dez trabalhadores. No ambiente de trabalho, esse tipo de preocupação afeta a produtividade e a confiança. De acordo com especialistas, as empresas devem estar preparadas para dar apoio ao trabalhador, e ele deve tentar administrar sua renda da melhor forma possível.

“Qualquer problema que o sujeito tenha do lado de fora da empresa interfere na sua produtividade e não é diferente com endividamento”, afirma Luciano Venelli Costa, coordenador do curso de Gestão em Recursos Humanos da Universidade Metodista de São Paulo. “A pessoa não vai usar todo do seu potencial, pois a cabeça está em outro lugar. São poucas as pessoas que conseguem produzir sem concentração.”

Se a empresa se mostrar interessada nos problemas do seus funcionários, destaca Costa, o empregado se sente mais valorizado, e o efeito é o maior comprometimento com a organização. “Normalmente, as empresas tratam a questão com cautela porque não podem invadir a privacidade do funcionário e chamá-lo para conversar sobre suas dívidas. O que costuma ser feito são palestras e seminários para todos os funcionários na tentativa de criar um canal para tratar do assunto no departamento de recursos humanos”, afirma Costa.

Agindo preventivamente, as empresas podem prevenir o desequilíbrio das contas dos funcionários – desde os cargos de produção até os postos mais elevados e melhor remunerados. “Palestras e também a distribuição de cartilhas sobre o uso adequado do crédito e do dinheiro ajudam no processo de conscientização coletivo, independentemente da posição social da pessoa na organização”, diz Daniel Branchini, psicólogo e professor doutor do Laboratório de Psicologia Organizacional e do Trabalho, da Universidade Presbiteriana Mackenzie. “Para evitar endividamento, os trabalhadores precisam ter uma gestão financeira compatível entre renda e consumo, parece simples gastar apenas o que se recebe, mas a maioria das pessoas não tem o hábito de planejar e acompanhar o fluxo de receita e despesas.”

Empresas que têm setores de RH ativos devem estar preparadas para acompanhar a situação do funcionário e ajudá-lo. “O empréstimo com desconto em folha a juros menores que de outras dívidas é um exemplo”, diz Dora Ramos, contadora da Fharos Assessoria Empresarial.

Para o educador financeiro Reinaldo Domingos, o empréstimo consignado é um bom começo, mas só resolve o efeito, mas é preciso resolver a causa do problema. “O grande segredo é incentivar programas de educação financeira para evitar o descontrole de gastos”, diz ele.

Na opinião de Luiz Affonso Romano, presidente do Instituto Brasileiro de Consultores de Organização (IBCO), as empresas precisam investir no seu capital humano. “Pessoas preocupadas em pagar dívidas ficam insatisfeitas, não trabalham bem e sofrem em seus relacionamentos pessoais e profissionais, por isso os setores de recursos humanos das empresas devem se antecipar e promover cursos de educação financeira para que as pessoas aprendam a controlar seus gastos”, diz ele. “Investe-se muito em equipamentos e máquinas novas e fala-se muito em responsabilidade social, mas responsabilidade social não é só apoiar projetos de meio ambiente, mas também investir no desenvolvimento dos profissionais das empresas.”

ALGUNS PASSOS PARA CONTROLAR OS GASTOS

Prevenir endividamento é possível com o equilíbrio do dinheiro que entra (receita) e o que sai (gastos)

Para controlar os gastos, é preciso colocar no papel os gastos e a renda e observar o que pode ser cortado ou reduzido.

Os recursos obtidos com os cortes, podem ser aplicados em poupança, previdência privada e outros investimentos ou para a compra de imóveis

Se o caso é de dívida, é recomendável trocar juros mais altos de cheque especial e cartão de crédito por empréstimo consignado, com juros menores.

O planejamento de gastos deve ser para os 12 meses do ano e o 13º não pode ser considerado para as despesas fixas e sim um extra que pode ser aplicado na poupança.

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