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Aplicativo de finanças pessoais: saiba como se proteger

Se optar por utilizar um aplicativo de finanças pessoais para controlar sua vida financeira, é importante que saiba onde está se metendo, desde escolher o melhor app e usá-lo de forma segura. Além disso, você vai saber agora a diferença entre finanças pessoais e educação financeira.

Por | Paulo Paquera

Um dos grandes desafios do trabalhador brasileiro é saber lidar com o dinheiro que ganha. Pode parecer que não, mas esse é um problema recorrente de grande parte da população.

Ter consciência financeira para saber exatamente quanto se ganha, quanto se gasta e se manter sempre dentro das suas possibilidades, realmente, é para poucos.

Esse nível de controle é o que determina se você vive ou não dentro do seu – famigerado – padrão de vida.

Você que está lendo este artigo agora, pense por alguns instantes e responda: hoje você vive dentro do padrão de vida que seus ganhos estabeleceram ou está sempre equilibrando as contas, “vendendo o almoço para comprar a janta”?

Vale deixar claro que estar endividado não necessariamente é ruim, já que as dívidas são uma extensão da sua capacidade de compra. Ruim é estar inadimplente. Veja a diferença entre essas duas situações.

Pensando na dificuldade explícita em manter o controle, algumas empresas desenvolveram aplicativos de finanças pessoais para ajudar no controle diário, gerando informações simultâneas com base na sua atividade bancária.

Mas será que a utilização de aplicativo de finanças é realmente uma boa opção?

Orientações para utilizar o aplicativo de finanças pessoais

Bom, antes de responder se é uma boa opção ou não, temos que levar em consideração que muitas pessoas já utilizam, certo?

Então, falando diretamente para quem já adota essa prática diária e se acostumou com a rotina, aqui vão alguns toques que podem ser interessantes:

Leia os termos de privacidade

Aqui no Brasil é realmente raro encontrar alguém que leia essas informações, mas este caso se faz extremamente necessário, já que você abastecerá o app com seus dados bancários e permitirá o acesso para visualização de toda sua movimentação.

Esses contratos são longos e contêm uma linguagem muito técnica, mas é importante se atentar e procurar duas palavras: vender e/ou compartilhar.

Assim você saberá se o app tem a intenção de vender seus dados para anúncios direcionados. E caso o aplicativo de finanças não possua um termo de privacidade, não o utilize, busque outra opção.   

Verifique o nível de segurança

Os aplicativos de finanças pessoais lidam diretamente com seus dados bancários, por isso é importante saber quais medidas de segurança o app oferece ao usuário.

Confira os padrões de criptografia e veja se ele possui autenticação em dois fatores como opção de login, isso irá adicionar uma camada extra de segurança.

Mantenha seu aparelho com senha

Esta orientação é o famoso “chover no molhado”, já que a maioria das pessoas possuem senha em seus aparelhos, mas nunca é demais ressaltar, não é?

Em caso de perda ou roubo, mesmo que os aplicativos de finanças pessoais permitam apenas a visualização e não a movimentação dos dados bancários, é importante dificultar ao máximo qualquer tipo de golpe.

Quais aplicativos de finanças pessoais são mais confiáveis?

Conforme dito acima, a primeira coisa que você deve fazer, caso opte por utilizar um aplicativo de finanças pessoais, é verificar se possui um termo de privacidade.

Depois, pesquise a idoneidade da empresa responsável pelo desenvolvimento do app, conheça quem oferece o serviço e se é uma instituição séria.

Abaixo, uma pequena relação de alguns dos app mais utilizados:

Outra orientação importante é: leia atentamente os comentários de quem já utiliza a ferramenta.

Diferença entre finanças pessoais e Educação Financeira

Beleza, ter um aplicativo de finanças pessoais é legal, mas você sabe qual realmente é a diferença entre finanças pessoais e Educação Financeira?

De forma simples, finanças pessoais é anotação, matemática e planilha. Você anota diariamente tudo que recebe e tudo que gasta e no final do mês você vê se fechou no azul ou no vermelho. Você se torna um anotador.

Já a Educação Financeira propõe uma verdadeira mudança de mentalidade e comportamento em relação ao consumo, fazendo um diagnóstico aprofundado das suas capacidades financeiras para determinar, com base em uma metodologia comprovada, qual o seu “eu financeiro”.

Assista ao vídeo abaixo, onde Reinaldo Domingos explica de forma clara, didática e aprofundada, quais as diferenças entre finanças pessoais e Educação Financeira.

O artigo de hoje foi útil? Você utiliza algum aplicativo de finanças pessoais para controlar seus gastos ou já consome os conteúdos de Educação Financeira para treinar sua mentalidade a se tornar realmente sustentável?

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