Casamento mexe com as finanças do casal; seja na hora de se juntar, seja quando decide se separar. Para que os reflexos negativos do divórcio sejam amenizados, é preciso estar ciente da verdadeira situação financeira e mudar alguns comportamentos errôneos com relação ao uso do dinheiro, se adaptando à realidade atual.

O divórcio deve ser encarado como um recomeço para ambos. Se o casal costumava a ser organizado, não terá muitas dificuldades em planejar a nova vida. Mas, se esse não era o seu caso, alguns hábitos e costumes financeiros devem ser repensados e alterados.

Nesse momento, a situação já é naturalmente tensa, pois significa uma ruptura. Em algumas situações pode parecer muito difícil resolver a questão, pois envolve filhos e bens. No entanto, tente manter a calma e o bom senso. Uma briga só tende a destruir tudo o que foi construído.

Se não houver um entendimento por alguma das partes, o melhor é procurar um conciliador, que saberá tratar da melhor forma possível o caso, evitando cometer injustiças e, por consequência, causar mais discussões desnecessárias. A primeira coisa que se deve ter ciência é sobre o regime de casamento; se foi em comunhão parcial ou total de bens.

O casal não é obrigado a fazer a separação de bens no momento do divórcio; no entanto, recomendo que, se possível, seja feito, para evitar desgastes mais pra frente. Quanto antes a situação for resolvida, melhor para todas as partes envolvidas, principalmente quando se tem família.

Pode ser que haja divergência de opiniões, quando o assunto é imóveis ou carros. Se não entrarem em um acordo de com quem devem ficar, aconselho vendê-los e dividir a quantia adquirida.

No caso de dívidas, financiamentos contraídos e créditos tomados, todos devem ser mencionados na petição inicial do divórcio: a descrição do bem e somente o número de parcelas que foram pagas durante o convívio conjugal. Quem ficar com o bem, deverá pagar ao outro a metade do valor correspondente às parcelas já quitadas.

Outro ponto que vem sendo objeto de muita dificuldade é a pensão. Pais prevenidos fazem um planejamento financeiro já pensando em situações como essas, pois ninguém está livre disso. Deve-se ter muito cuidado com a pensão, uma vez que ela representa 30% do salário.

Todos esses aspectos devem ser levados em conta na hora do divórcio. No entanto, independente disso, o casal deve procurar se educar financeiramente, pois essa iniciativa pode até evitar uma separação, já que grande parte delas ocorre por esse motivo.

O importante mesmo é não viver para resolver problemas, sejam eles financeiros ou amorosos, mas sim para realizar sonhos. Sendo assim, para você, mulher, que quer descobrir como ser feliz para sempre na vida financeira, recomendo a leitura do meu livro Eu mereço ter dinheiro!; para os homens, indico a obra Terapia Financeira, também de minha autoria, ambos publicados pela Editora DSOP.

Reinaldo Domingos

Reinaldo Domingos é PhD. em Educação Financeira, escritor, educador e terapeuta financeiro. Presidente da DSOP Educação Financeira, da Editora DSOP e da Abefin, publicou o best-seller Terapia Financeira, o recém lançado Empreender Vitorioso com Sonhos e Lucro em Primeiro Lugar e os livros Livre-se das Dívidas, Mesada Não É Só Dinheiro, Ter Dinheiro Não Tem Segredo, Eu mereço ter dinheiro!, Papo Empreendedor, Sabedoria Financeira e a série O Menino do Dinheiro – Sonhos de Família, Vai à Escola, Ação Entre Amigos, Num Mundo Sustentável e Pequeno Cidadão, O Menino e o Dinheiro, O Menino, o Dinheiro e os Três Cofrinhos, O Menino, o Dinheiro e a Formigarra. Mais de 4,5 milhões de exemplares de suas obras já foram vendidas.