Nos próximos meses, os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) receberão a primeira parcela do 13º, que corresponde a até 50% do benefício. Com isso, serão R$10 bilhões injetados na economia. Mas o grande desafio é descobrir o que os contribuintes devem fazer com esse dinheiro.

Na teoria, dinheiro extra não deveria ser usado, e sim poupado. No entanto, boa parte dos aposentados está endividada; nem sempre por problemas pessoais, mas de terceiros (familiares e amigos). Isso acontece pela facilidade com que eles têm de conseguir créditos e empréstimos.

Sendo assim, uma das alternativas é utilizar o 13º para quitar esses compromissos, ainda que seja só uma parte deles. Para isso, é preciso, primeiramente, se planejar e ter os ganhos e gastos bem definidos. Sabendo exatamente quais são as suas despesas, é possível descobrir se está havendo excessos e, em caso positivo, poder cortá-los.

Dica: se colocar o pagamento das dívidas como prioridade, tente não desviar do foco. Não empreste essa quantia para ninguém, a não ser que seja caso de emergência. Tenha disciplina e força de vontade para que as metas, uma a uma, sejam cumpridas.

Relacione todas as suas dívidas e faça as contas para saber o total. Coloque no topo da lista as mais urgentes, como cheque especial e cartão de crédito, pois são as que possuem maiores juros. A partir de então, a palavra de ordem deve ser negociação. Converse com o credor e busque diminuir as taxas cobradas, para que não ultrapassem de 2,5% ao mês. Se possível, aumente o número de parcelas, a fim de que o seu orçamento não seja estourado novamente.

O objetivo é quitar as dívidas, no entanto, em paralelo a isso, deve-se tentar se reeducar financeiramente, para que essa situação não volte a ocorrer. Substitua os velhos hábitos consumistas e pense mais em seu futuro, o que envolve programar uma aposentadoria tranquila.

Além disso, comece a dar mais atenção aos seus objetivos de vida. Readequando o seu comportamento, com toda certeza você verá seus recursos renderem, como explico no meu livro Ter dinheiro não tem segredo (Editora DSOP). A partir daí, conseguirá destinar uma parte desse dinheiro para os seus sonhos de curto (até um ano), médio (de um a dez anos) e longo prazos (acima de dez anos).

Entretanto, se você está em uma condição equilibrada, ou seja, que não gasta mais do que tem, mas também não sobra para investir, a opção é usar valor do 13º para começar uma reserva financeira. Tente não mexer em uma das parcelas, aplicando-a em diferentes investimentos, dependendo do seu perfil e dos seus sonhos.

Mas, se você já for um poupador, a dica é continuar investindo. Comece a pensar em uma previdência privada, para conseguir realizar mais um sonho: o de uma aposentadoria sossegada financeiramente.

Reinaldo Domingos

Reinaldo Domingos é PhD. em Educação Financeira, escritor, educador e terapeuta financeiro. Presidente da DSOP Educação Financeira, da Editora DSOP e da Abefin, publicou o best-seller Terapia Financeira, o recém lançado Empreender Vitorioso com Sonhos e Lucro em Primeiro Lugar e os livros Livre-se das Dívidas, Mesada Não É Só Dinheiro, Ter Dinheiro Não Tem Segredo, Eu mereço ter dinheiro!, Papo Empreendedor, Sabedoria Financeira e a série O Menino do Dinheiro – Sonhos de Família, Vai à Escola, Ação Entre Amigos, Num Mundo Sustentável e Pequeno Cidadão, O Menino e o Dinheiro, O Menino, o Dinheiro e os Três Cofrinhos, O Menino, o Dinheiro e a Formigarra. Mais de 4,5 milhões de exemplares de suas obras já foram vendidas.