Durante a juventude, faz parte do cotidiano das pessoas as “baladas”. Essas podem ser as mais variadas possíveis, desde um cinema com a namorada ou amigos, até “virar” a noite em uma rave. Nada contra os jovens aproveitarem a vida, é um direito de todos, contudo, é necessário um alerta para que o excesso não proporcione o descontrole da saúde financeira.

Alguns “baladeiros” afirmam que curtir muitos eventos não tem grande impacto no quanto gastam mensalmente, já que só compram uma cerveja, uma porção ou um suco. Entretanto, a verdade é que são esses pequenos gastos, quando feitos com frequência, que proporcionam a maior parte do dinheiro desperdiçado.

Em uma rápida análise, podemos comprovar isso: uma pessoa que sai uma vez por semana e, cada vez, gasta R$ 30,00 (que é relativamente pouco, se pensarmos que, apenas o cinema, a pipoca e o refrigerante já custam esse valor), no fim do mês, gastará R$ 120,00, o que dará, em um ano, sem aplicar esse dinheiro, R$ 1.440,00. Se esse valor for aplicado mensalmente, se tornará, em dez anos, R$ 22.450,26. Lógico que os jovens não devem parar totalmente com as baladas, mas podem, nesse caso, reduzi-las para duas vezes por mês, o que com certeza possibilitará uma boa economia.

Só que o exemplo acima não reflete toda a realidade, sendo que essas despesas não são as únicas que devem ser levadas em conta em uma balada. Existem outros pequenos gastos que, somados, veremos que causam um grande estrago em nossas contas. Nesses, estão inclusos transporte, estacionamento, roupas novas, cigarro, bebidas, adereços e, até mesmo, balas e chicletes.

O grande problema é que as pessoas não percebem esses gastos. Para ter uma maior percepção de como eles influenciam em sua vida financeira, eu recomendo que, tanto para as baladas, como para os dias comuns, seja feito o exercício de anotar, em uma pequena caderneta ou folha de papel do próprio caderno escolar, tudo o que gastamos, separados por tipo de despesa. Exemplo: roupas, transportes, etc. Com certeza, no fim de um mês, verá que muito do que foi comprado era desnecessário, fazendo com que seus gastos aumentassem, causando o desequilíbrio financeiro.

Além disso, pequenos atos podem também ocasionar redução de custos, como dividir caronas para as baladas, evitar beber demais, parar de fumar ou não ficar nas festas até muito tarde. O melhor é que essas mudanças também farão com que se tenha uma vida mais saudável.

Outra forma de diminuir gastos sem deixar de se divertir é realizar reuniões em casa, pois, além de não ter que pagar entradas, também terão custos bem menores dos produtos que serão consumidos. Essas reuniões podem ter temáticas muito variáveis, o que será uma atração a mais.

A verdade é que ninguém deve deixar de curtir por causa do dinheiro; por outro lado, aproveitar a vida com moderação, além de ser muito mais saudável, poderá proporcionar, no futuro, muitas realizações financeiras. Lembre-se, quem começa a poupar cedo, certamente, terá maior chance de se tornar uma pessoa independente financeiramente. Tome essa atitude e invista em sua educação financeira. Só depende de você!

Reinaldo Domingos

Reinaldo Domingos é PhD. em Educação Financeira, escritor, educador e terapeuta financeiro. Presidente da DSOP Educação Financeira, da Editora DSOP e da Abefin, publicou o best-seller Terapia Financeira, o recém lançado Empreender Vitorioso com Sonhos e Lucro em Primeiro Lugar e os livros Livre-se das Dívidas, Mesada Não É Só Dinheiro, Ter Dinheiro Não Tem Segredo, Eu mereço ter dinheiro!, Papo Empreendedor, Sabedoria Financeira e a série O Menino do Dinheiro – Sonhos de Família, Vai à Escola, Ação Entre Amigos, Num Mundo Sustentável e Pequeno Cidadão, O Menino e o Dinheiro, O Menino, o Dinheiro e os Três Cofrinhos, O Menino, o Dinheiro e a Formigarra. Mais de 4,5 milhões de exemplares de suas obras já foram vendidas.