Grande parte da juventude gosta de sair à noite, ir para balada, bares e aproveitar com os amigos. Mas a minoria é educada financeiramente para entender que, se exagerarem na frequência das saídas, a saúde financeira deles estará comprometida.

Longe de mim dizer que não é para eles se divertirem; essa é uma fase muito boa que não volta mais. No entanto, há como desfrutar desses momentos sem precisar desembolsar mais do que se pode. Tem gente que diz que esses gastos não afetam o orçamento mensal, pois consomem pouco, mas eles não sabem que são exatamente os pequenos valores que têm o poder de desestabilizá-los financeiramente.

Nós, geralmente, não damos muita atenção às despesas baixas, como cafés, chicletes e, no caso das baladas, algumas cervejinhas e uma porção, mas é exatamente por isso que elas nos pegam de surpresa, pois somadas representam um valor significativo.

Por exemplo, se uma pessoa sai toda sexta-feira e gasta, em média, R$30, ao final do mês, terá desembolsado R$120; em um ano, R$1.440. Caso o dinheiro gasto nessas saídas seja aplicado mensalmente na poupança (rendimento de 0,5% ao mês), após 10 anos, sob inflação de 5% ao ano, o valor será de R$24.147,85. Isso sem contar ainda as despesas com transporte para se chegar no local, cigarro e, para algumas pessoas, uma roupa nova.

A conta, claro, é só para se ter uma ideia, pois ninguém vai parar radicalmente de sair – e nem deve – uma vez que a socialização é importante para o bem-estar e a saúde mental. Entretanto, pode ser que dê para repensar a frequência com que se sai, conseguindo, assim, economizar.

Como eu disse, as despesas menores é que causam surpresas no fim do mês, então, para que isso não aconteça, recomendo seguir o primeiro passo da Metodologia DSOP, da qual falo no meu livro Terapia Financeira (Editora DSOP): Diagnosticar. Anote todos os gastos em um caderno ou uma planilha, dividindo-os em categorias (alimentação, transporte, vestuário, etc.), durante 30 dias. Dessa maneira, fica mais fácil saber onde estão ocorrendo os excessos, para poder cortá-los.

Algumas alternativas para não deixar de se divertir e gastar menos é pegar/dar carona, parar de fumar e beber menos (o que também refletem positivamente na saúde) ou fazer reuniões em casa, pois, além de não precisar pagar para entrar, o custo do que se come e do que se bebe é bem menor, pois se compra diretamente do mercado.

Essas mudanças proporcionam mais do que uma vida saudável, pois, com o tempo, a economia de hoje se transformará em realizações no futuro. Tenha claro quais são os seus sonhos e invista neles!

Reinaldo Domingos

Reinaldo Domingos é PhD. em Educação Financeira, escritor, educador e terapeuta financeiro. Presidente da DSOP Educação Financeira, da Editora DSOP e da Abefin, publicou o best-seller Terapia Financeira, o recém lançado Empreender Vitorioso com Sonhos e Lucro em Primeiro Lugar e os livros Livre-se das Dívidas, Mesada Não É Só Dinheiro, Ter Dinheiro Não Tem Segredo, Eu mereço ter dinheiro!, Papo Empreendedor, Sabedoria Financeira e a série O Menino do Dinheiro – Sonhos de Família, Vai à Escola, Ação Entre Amigos, Num Mundo Sustentável e Pequeno Cidadão, O Menino e o Dinheiro, O Menino, o Dinheiro e os Três Cofrinhos, O Menino, o Dinheiro e a Formigarra. Mais de 4,5 milhões de exemplares de suas obras já foram vendidas.