Um aplicativo financeiro digital é uma ferramenta importante que auxilia no controle do dinheiro. Mas, antes de discutir se ele é imprescindível ou não, devemos entender porque que a população brasileira está tão endividada e inadimplente.

Grande parte de nossa população atual é bem mais instruída que a de nossos pais. Conhecem cálculos, matemática, planilhas, tem acesso à internet e, portanto, também a todos os aplicativos financeiros digitais, muitos deles gratuitos. Contudo, mesmo com todas essas facilidades e conhecimentos, a maioria não é educada financeiramente.

Devemos, primeiramente, quebrar o mito de que a educação financeira está embasada em ciências exatas, porque, se estivesse, não teríamos uma população desequilibrada financeiramente e, tão pouco, inadimplente. É preciso mudar a forma de pensar e entender que educação financeira está embasada em ciências humanas, no comportamento das pessoas. Somente podemos mudar nossas vidas quando resolvemos mudar nossos hábitos e costumes. E não é diferente quando falamos de dinheiro.

As opções de ferramentas para baixar nos computadores, tablets e smartphones são inúmeras. Não faltam opções de ferramentas digitais para quem quer controlar suas finanças. Entretanto, o que me preocupa, ao falarmos sobre esse tema, é a ideia de que apenas essas ferramentas serão o suficiente para que a pessoa ajuste sua vida financeira.

Se fizermos uma analogia com uma empresa que queira implantar um software de gestão, por exemplo, veremos que, utilizar essas ferramentas sem planejamento e prazo pré-definido, de nada adianta. Se a instituição não definir seus processos, procedimentos e políticas, praticamente perderá o investimento feito.

Esse filme você já deve ter visto no mundo empresarial. Imagine que, ao baixar um aplicativo, não consiga alimentá-lo corretamente. No final das contas, não terá resolvido sua vida e, acredite, ele não resolverá mesmo. Quando o assunto é dinheiro, é preciso criar hábitos corretos de como utilizá-lo. Mas, se não separarmos uma quantia para os nossos sonhos antes de pagar as despesas de nosso cotidiano, como se faz em um orçamento financeiro comum, dificilmente os realizaremos.

Se a opção for por utilizar um aplicativo financeiro digital, pesquise e analise os que mais se adequam às suas realidades. É essencial, ainda, testar diferentes opções, até encontrar a melhor para o seu perfil. O que impacta no orçamento são os relatórios e as análises que essas ferramentas oferecem, por isso, é fundamental ser criterioso na hora de fazer o download.

Em parceria com uma empresa que detém o conhecimento e expertise em aplicativos, criamos uma ferramenta eletrônica cujo nome é “Orientador Financeiro DSOP” (Yupee), que se encontra no portal DSOP de Educação Financeirawww.dsop.com.br. Ele foi concebido e adaptado conforme os conceitos da Metodologia DSOP. É uma ferramenta gratuita e de fácil utilização.

Para que você possa, efetivamente, fazer um diagnóstico financeiro e descobrir para onde vai cada centavo do seu dinheiro, recomendo também fazer um apontamento de despesas, durante 30 dias (todos os anos), anotando exatamente tudo o que se gasta nesse período e separando as despesas por categorias, que também pode ser baixado no portal da DSOP.

Ressalto que as pessoas não podem se tornar reféns dos aplicativos e nem do apontamento, e é por isso que só podem ser feitos por um tempo determinado.

 

Reinaldo Domingos

Reinaldo Domingos é PhD. em Educação Financeira, escritor, educador e terapeuta financeiro. Presidente da DSOP Educação Financeira, da Editora DSOP e da Abefin, publicou o best-seller Terapia Financeira, o recém lançado Empreender Vitorioso com Sonhos e Lucro em Primeiro Lugar e os livros Livre-se das Dívidas, Mesada Não É Só Dinheiro, Ter Dinheiro Não Tem Segredo, Eu mereço ter dinheiro!, Papo Empreendedor, Sabedoria Financeira e a série O Menino do Dinheiro – Sonhos de Família, Vai à Escola, Ação Entre Amigos, Num Mundo Sustentável e Pequeno Cidadão, O Menino e o Dinheiro, O Menino, o Dinheiro e os Três Cofrinhos, O Menino, o Dinheiro e a Formigarra. Mais de 4,5 milhões de exemplares de suas obras já foram vendidas.