O país está passando por uma crise inegável e, nessa, todos são atingidos. Mas o que os empresários, especificamente, devem fazer nesse momento? O primeiro passo é saber exatamente em que situação sua empresa se encontra. É hora de fazer contas e ter todos os números em mãos para saber como agir.

Ninguém pode dizer até quando essa crise vai durar e a intensidade dos reflexos da turbulência financeira na renda do consumidor e no crescimento das empresas. Contudo, enquanto muitos empreendimentos se retraem, alguns empresários sabem bem lidar com a ocasião, pois sabem como proceder.

Sabendo, porém, que essa não é a realidade da maioria dos empreendedores, e entendendo que saber realizar um bom diagnóstico financeiro – controle e redução de gastos – faz toda a diferença na forma como os negócios passarão por esses períodos de instabilidade, reuni minha experiência no ramo e desenvolvi 10 orientações práticas.

1) Identificar todos os itens de custos e despesas, o valor médio de cada item e o seu valor total, durante pelo menos os últimos seis meses, colocando essas informações em uma tabela ou planilha eletrônica;

2) Separar os custos por tipo, ou seja, custos variáveis e custos fixos;

3) Fixar meta de redução de cada item de custo para os próximos meses, após uma rigorosa avaliação das consequências do corte ou mesmo eliminação. Esta ação é chamada de previsão de custos e deve ser feita mês a mês;

4) No acompanhamento dos custos, é necessário comparar essa previsão com quanto foi efetivamente gasto no respectivo mês e verificar se a meta de redução está sendo alcançada. Em caso negativo, verificar os motivos que estão dificultando ou impedindo a realização das metas desejadas;

5) Todos os passos até aqui apresentados devem ser repetidos continuamente, para que se obtenha os resultados planejados. Estabeleça novas metas e novos resultados, criando dessa forma o hábito de diagnosticar, planejar e controlar os custos do seu empreendimento;

6) Na elaboração do plano de redução de custo (previsão de custo), escolher, em primeiro lugar, os itens de custo em que deve aplicar seus esforços e que ofereçam a possibilidade de obtenção de economia sem muita dificuldade;

7) Para tanto, concentre-se, primeiramente, nos custos associados ao desperdício de dinheiro, perguntando, para cada item de custo, se ele é necessário e se agrega valor à empresa e/ou aos clientes. Em caso negativo, esse item de custo deve ser eliminado de imediato ou ter uma redução gradativa até a sua completa extinção, no prazo mais curto possível;

8) A atenção deve ser redobrada para aqueles custos de valor elevado, pois eles oferecem uma ótima oportunidade de economia, mediante sua redução ou mesmo eliminação;

9) É bom lembrar que a redução de custos pode ser danosa para o desenvolvimento das atividades da empresa no futuro. Ao fazer o plano de redução de custos, certifique-se de que seus níveis atuais de qualidade não serão afetados e que competências da empresa, necessárias para atender aos seus objetivos, não serão suprimidas;

10) Caso você tenha dificuldade em trilhar os passos anteriormente sugeridos, seria recomendável contar com a ajuda de um profissional especializado em custos ou procurar uma agências especializadas.

Reinaldo Domingos

Reinaldo Domingos é PhD. em Educação Financeira, escritor, educador e terapeuta financeiro. Presidente da DSOP Educação Financeira, da Editora DSOP e da Abefin, publicou o best-seller Terapia Financeira, o recém lançado Empreender Vitorioso com Sonhos e Lucro em Primeiro Lugar e os livros Livre-se das Dívidas, Mesada Não É Só Dinheiro, Ter Dinheiro Não Tem Segredo, Eu mereço ter dinheiro!, Papo Empreendedor, Sabedoria Financeira e a série O Menino do Dinheiro – Sonhos de Família, Vai à Escola, Ação Entre Amigos, Num Mundo Sustentável e Pequeno Cidadão, O Menino e o Dinheiro, O Menino, o Dinheiro e os Três Cofrinhos, O Menino, o Dinheiro e a Formigarra. Mais de 4,5 milhões de exemplares de suas obras já foram vendidas.