Um dos aspectos principais da educação financeira é planejamento. E, para isso, a palavra de ordem é tempo; é importante se programar com antecedência para qualquer assunto, em especial quando se trata de compromissos financeiros, como é o caso da matrícula escolar.

Muitas pessoas pensam: “mas ainda estamos em setembro, tem muito tempo até ano que vem”, no entanto, o início do ano é um momento cheio de despesas, inclusive as relacionadas à escola, então, se não forem já pensadas e definidas, as consequências podem ser sérias e ter reflexos em outros âmbitos da vida.

A primeira coisa a se fazer é verificar se há a possibilidade de os filhos continuarem no mesmo colégio ou se terão que, em último caso, mudar. Por isso, é preciso saber a real condição financeira em que a família se encontra. Se estiver tudo bem, só precisam começar a fazer o orçamento financeiro dos próximos meses, incluindo essas despesas primordiais para que garanta o filho no colégio, como a matrícula.

Caso a situação seja diferente, e não esteja mais cabendo no planejamento financeiro, é indispensável uma conversa franca com a criança. Os pais devem buscar saber como ela se sente e se gosta muito da escola em que está, para, então, poderem decidir como agir. Mas é importante ressaltar que o estudo é uma das melhores bases de formação que um indivíduo pode ter, sendo assim, vale a pena fazer um esforço, se precisar.

Para isso, uma boa recomendação que dou é marcar uma reunião com o diretor da escola e explicar a situação. O colégio deve saber que vocês têm interesse em manter o filho lá, mas que precisam negociar os valores por conta de algumas limitações financeiras. Muitas vezes, além de desconto na matrícula, pode conseguir uma bolsa, o que pode evitar endividamento e até inadimplência.

As outras despesas do dia a dia também devem ser diminuídas – ou mesmo cortadas –, pois todo o empenho é válido para garantir um bom estudo às crianças. Entretanto, se ainda assim não for possível continuar, será preciso reunir a família novamente. Temos a péssima mania de achar que os filhos não entendem, mas isso não é verdade; com linguagem e tom corretos, é possível ter uma boa conversa.

Muitas vezes, a vida não caminha da forma como queríamos, no entanto, isso não é motivo para desanimar ou desistir. O chave da questão é mudar os hábitos, entender no que estamos errando, aprender o jeito certo e colocar em prática. Então, se, para os próximos meses, tiverem que baixar o padrão e readequar-se à nova realidade, façam isso, mas não deixem de começar agora mesmo a se planejarem para que, no próximo ano, as coisas sejam diferentes.

Reinaldo Domingos

Reinaldo Domingos é PhD. em Educação Financeira, escritor, educador e terapeuta financeiro. Presidente da DSOP Educação Financeira, da Editora DSOP e da Abefin, publicou o best-seller Terapia Financeira, o recém lançado Empreender Vitorioso com Sonhos e Lucro em Primeiro Lugar e os livros Livre-se das Dívidas, Mesada Não É Só Dinheiro, Ter Dinheiro Não Tem Segredo, Eu mereço ter dinheiro!, Papo Empreendedor, Sabedoria Financeira e a série O Menino do Dinheiro – Sonhos de Família, Vai à Escola, Ação Entre Amigos, Num Mundo Sustentável e Pequeno Cidadão, O Menino e o Dinheiro, O Menino, o Dinheiro e os Três Cofrinhos, O Menino, o Dinheiro e a Formigarra. Mais de 4,5 milhões de exemplares de suas obras já foram vendidas.