Quando se fala em investimento, as alternativas são as mais diversas, no entanto, por falta de informação, muitas pessoas não sabem como agir e acabam não aplicando o dinheiro que possuem. Uma opção interessante é o Certificado de Depósito Bancário, conhecido por CDB, que pode ser bem vantajoso, dependendo do propósito.

Para falar então desse tipo de investimento – ou qualquer outro –, é preciso, antes, entender que a melhor linha é aquela que traz o maior rendimento no prazo em que o investidor precisa. Não é vantajoso, por exemplo, aplicar numa poupança uma quantia que será destinada a compra de um apartamento, porque a caderneta é indicada para sonhos de curto prazo (até um ano) e a aquisição de um imóvel, geralmente, é considerado um sonho de médio a longo prazo.

Sendo assim, o CDB é uma ótima opção para quem quer aplicar um valor que será utilizado para a realização de um sonho de médio prazo (de um a dez anos), como a compra de um carro ou uma viagem. Por isso, é de extrema importância que, antes de sair aplicando o dinheiro que conseguiu poupar, se faça um planejamento, traçando quais são os objetivos (se tiver família, traçar tanto os pessoais quanto os coletivos), quanto eles custam e quanto poderá guardar por mês – um valor que não comprometa muito o orçamento financeiro –, para saber em quanto tempo conseguirá alcançá-los.

Tendo essas informações, é hora de saber exatamente como funciona o tipo de aplicação que está pensando em colocar seu dinheiro. No caso do CDB, ele é um título de crédito emitido pelos bancos, então, é como se o investidor emprestasse dinheiro às instituições financeiras e, após um prazo, recebesse o valor de volta, com os devidos juros. Para investir, basta procurar o gerente do banco que quiser para abrir uma conta-investimento.

Os CDBs são títulos de renda fixa de baixo risco e podem ser pré-fixados – o qual é possível calcular o valor que receberá na data de vencimento do título – ou pós-fixados – nesse caso, o rendimento do título é indexado a algum índice, como o CDI, a TR e/ou o IGP; então, não há como determinar o retorno logo no momento em que se aplica. Outro aspecto dessa linha é que ela possui a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que é importante na seguinte situação: se o investidor tiver mais de um investimento no mesmo banco (por exemplo, R$ 50 mil na caderneta de poupança e R$ 40 mil no CDB) e esse vir a falir, a pessoa terá perda, mas não total; o FGC tem uma cobertura de no máximo R$ 70 mil, então, a pessoa perderia, nesse caso, R$ 20 mil.

Assim como acontece na poupança, o investidor pode resgatar o valor que precisar a qualquer momento no CDB, no entanto, terá uma diminuição no rendimento ao final do período. Por isso é tão importante que defina corretamente o prazo do objetivo que quer alcançar com esse dinheiro, para que não precise retirá-lo antes do prazo correto.

Um ponto não muito bom dessa opção de investimento é que o rendimento é tributado pelo Imposto de Renda (IR), conforme tabela regressiva, com variações de 22,5% a 15%. Para investir, é preciso apresentar os seguintes documentos: RG, CPF e comprovante de residência.

 

Reinaldo Domingos

Reinaldo Domingos é PhD. em Educação Financeira, escritor, educador e terapeuta financeiro. Presidente da DSOP Educação Financeira, da Editora DSOP e da Abefin, publicou o best-seller Terapia Financeira, o recém lançado Empreender Vitorioso com Sonhos e Lucro em Primeiro Lugar e os livros Livre-se das Dívidas, Mesada Não É Só Dinheiro, Ter Dinheiro Não Tem Segredo, Eu mereço ter dinheiro!, Papo Empreendedor, Sabedoria Financeira e a série O Menino do Dinheiro – Sonhos de Família, Vai à Escola, Ação Entre Amigos, Num Mundo Sustentável e Pequeno Cidadão, O Menino e o Dinheiro, O Menino, o Dinheiro e os Três Cofrinhos, O Menino, o Dinheiro e a Formigarra. Mais de 4,5 milhões de exemplares de suas obras já foram vendidas.