Ano novo, hábitos novos. O consumo de cigarro no país até vem caindo, principalmente em função das últimas políticas públicas severas de combate a esse mal, como proibição do uso desse produto cancerígeno em bares e locais fechados. Entretanto, o número de pessoas que possui esse vício no Brasil ainda é grande. Mas como combater esse mal?

Uma forma de combater os problemas que o cigarro causa para a saúde física é mexer com outra saúde, a financeira, com o aumento no custo desse produto. Esse ato deve partir do Governo, com o aumento da taxação de impostos nesse produto. Apesar dos impostos serem abusivos no país, nesse caso eles seriam um mal necessário, com o dinheiro extra conseguido sendo usado para investir na saúde e em novas políticas de combate ao tabagismo, com distribuição de medicamento para que as pessoas parem de fumar.

A conta é simples, se um maço custa em torno de R$4,00, um fumante que consome dois maços de cigarro por dia gastará a mais, por mês, R$240,00. Esse aumento de custo no orçamento mensal das pessoas com certeza fará com que muitos repensem sobre a importância de acabar com esse vício.

Infelizmente, com os preços atuais, poucas pessoas se dão conta do risco financeiro que isso proporciona. É lógico que esse risco é muito menor do que os físicos, entretanto, não podemos negar que esse impacto reflita na economia diária do fumante.

Uma forma de vermos a importância de parar de fumar para a economia de uma pessoa é analisar que, com os preços atuais do cigarro, se uma pessoa consumidora de um maço por dia parar de fumar, economizar e investir esse valor (R$ 120/mês) numa poupança, por exemplo, ao final de 20 anos, esta pessoa terá R$ 131.999,54 e, ao final de 30 anos, terá R$ 441.382,95.

Isso sem que contemos os gastos que um fumante terá nesse período com problemas de saúde, ocasionado pelo cigarro, e da perda de rendimento no trabalho em função do cansaço que esse vício proporciona.

O ato de fumar não faz só que o viciado perca dinheiro, o tabagismo gera uma perda mundial de 200 bilhões de dólares por ano, sendo que a metade dela ocorre nos países em desenvolvimento. Este valor, calculado pelo Banco Mundial, é o resultado da soma de vários fatores, como o tratamento das doenças relacionadas ao tabaco, mortes de cidadãos em idade produtiva, maior índice de aposentadorias precoces, aumento no índice de falta ao trabalho e menor rendimento produtivo.

Isso é, o cigarro também faz com que os governos tenham menos dinheiro para investir em outras áreas da saúde, o que garantiria uma maior longevidade à toda população. Agora, se você é fumante, imagine: como você estará daqui a trinta anos se continuar a fumar? Sua saúde estará boa? Quanto você terá gasto?

Mas, se as pessoas pararem de fumar hoje e investirem esse dinheiro, daqui trinta anos, além de terem uma qualidade de vida muito maior, ainda terão uma boa reserva financeira. Será que não vale realmente a pena parar de fumar?

Reinaldo Domingos

Reinaldo Domingos é PhD. em Educação Financeira, escritor, educador e terapeuta financeiro. Presidente da DSOP Educação Financeira, da Editora DSOP e da Abefin, publicou o best-seller Terapia Financeira, o recém lançado Empreender Vitorioso com Sonhos e Lucro em Primeiro Lugar e os livros Livre-se das Dívidas, Mesada Não É Só Dinheiro, Ter Dinheiro Não Tem Segredo, Eu mereço ter dinheiro!, Papo Empreendedor, Sabedoria Financeira e a série O Menino do Dinheiro – Sonhos de Família, Vai à Escola, Ação Entre Amigos, Num Mundo Sustentável e Pequeno Cidadão, O Menino e o Dinheiro, O Menino, o Dinheiro e os Três Cofrinhos, O Menino, o Dinheiro e a Formigarra. Mais de 4,5 milhões de exemplares de suas obras já foram vendidas.