As cooperativas de crédito tem grande importância no país e são corresponsáveis pelo desenvolvimento socioeconômico de seu cooperado, provendo condições mais atrativas de crédito, poupança e/ou iniciativas sociais que cheguem até sua comunidade.

Dos sete princípios cooperativistas escritos pelos pioneiros de Rochdale (Inglaterra, 1844) na primeira cooperativa do mundo, dois estão ligados diretamente a Educação Financeira, são eles: 5º – Educação, Formação e Informação e 7º – Interesse pela comunidade. Com isso é possível justificar claramente o uso de recursos como FATES e destinar mais esse empenho a favor do cooperado.

Devemos começar nossa reflexão com o grande paradoxo dos gestores. Se os empréstimos são a maior fonte de receita, resolver o problema seria dar um tiro no pé? Com certeza não. O crédito no Brasil ainda tem muito a ser explorado e o brasileiro tem dado sinal de melhora na intenção do uso do crédito, pois já existe um alinhamento diferenciado nos últimos anos, pela busca de uma vida financeira saudável.

Outro ponto a ser compreendido é que dívidas e inadimplência são pontos muito diferentes, ou seja, um empréstimo planejado viabiliza conquistas e potencializa investimentos, ainda mais se falando em condições de juros baixos que são oferecidos pelas cooperativas.

E como viabilizar isso nas empresas e nas comunidades? Essa etapa é facilmente superada, quando o público entende as motivações e benefícios que a educação financeira traz, como melhora da produção, qualidade de vida, diminuição de faltas, melhor diálogo na família, nível de stress e até a realização dos sonhos. Muitos durante o processo vão entender que o problema não é quanto se ganha e sim a falta de projetos de vida.

Com a disponibilidade do público, mãos à obra! As ações podem acontecer em reuniões estruturadas, palestras, SIPAT’s, durante o café da tarde, incentivo à leitura, entre outras. Os profissionais “educadores financeiros” são profissionais abertos e multidisciplinares; opte por aqueles que trabalham o comportamento em relação ao dinheiro e verá a diferença de percepção dos cooperados em relação à cooperativa.

Esse tipo de programa pode ser conduzido pelo setor de RH, Comunicação ou até mesmo do Marketing, isso mesmo, Marketing! O valor agregado gera resultados sociais, ganho de imagem e até mesmo negócio, com a migração de dívidas do banco para a cooperativa.

O cooperado ganha, a gestão se fortalece e a cooperativa cumpre com seus princípios. Cooperado bem informado não cede à pressão do mercado e ainda atrai novos associados.

Fábio Barbalho é formado pela Pós-Graduação em Educação e Coaching Financeiro da DSOP.