A inadimplência atinge 52 milhões de brasileiros, com uma média de duas contas cadastradas no Serviço de Proteção ao Crédito, segundo SPC Brasil. E a maioria destas pessoas tem seu CPF negativado por causa destes cadastros.

Isso impede que elas contratem novos créditos, abram contas bancárias, solicitem cheques ou cartões de crédito. Até elas resolverem suas pendências financeiras, o CPF estará preso no Serviço de Proteção ao Crédito, a “cadeia financeira”.

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A maioria das pessoas sente que estar preso nessa “cadeia virtual”, representada por qualquer serviço de proteção ao crédito, é sinônimo de tentar fugir para ser livre novamente. Essa “liberdade” consistirá em continuar gastando, provavelmente, dinheiro que não tem em coisas desnecessárias.

O CPF preso também pode ser visto como uma oportunidade para avaliar quais são nossos objetivos e os caminhos para alcançá-los. Este pode ser o momento para se perguntar: o que eu quero para minha vida? O que minha família quer e precisa?

Vivemos uma época de consumo desmedido, de imediatismo, na qual o SER e o TER se confundem. Parece que só demonstro quem sou por meio do que tenho ou consumo. Portanto, em vez de procurar saber quem sou eu, compro ou consumo as coisas que as propagandas mostram como sendo aquelas que as pessoas descoladas consomem.

O CPF preso significa muito mais do que não poder comprar usando o crédito, se transforma em um impedimento para essa pessoa SER e, por isso, será imprescindível tirá-lo da cadeia a qualquer custo, ainda que seja com uma saída temporária, como renegociar a dívida sem saber se vai poder honrar o compromisso.

Quando nos colocamos em situações emergenciais que nem essa, qualquer solução parece plausível. Porém, não seria mais interessante liberar o CPF para sempre? Para isso vale seguir as seguintes recomendações:

– CONHEÇA SEU EU FINANCEIRO: este processo é bem simples! Identifique quais são seus ganhos líquidos durante o mês (o dinheiro recebido ou o depositado na conta corrente). Liste com o que é gasto o dinheiro ao longo do mês. Lembre-se de que as parcelas do crediário e a fatura do cartão de crédito também devem ser consideradas.

– FAÇA SEU ORÇAMENTO MENSAL: decida em que gastará seu dinheiro ao longo do mês. Lembre-se de que este orçamento tem um objetivo bem claro: tirar seu CPF da “cadeia” e evitar que ele retorne. Portanto, a parcela para pagar as dívidas fará parte do orçamento.

– GASTE MENOS: reduza o total de despesas mensais, porque, até conseguir aumentar seus ganhos líquidos, eles também sustentarão as parcelas das dívidas. Portanto, reorganize suas despesas, permitindo que sobre o suficiente para honrar as parcelas negociadas.

Gastar menos implica reduzir seu padrão de vida e, na maioria das despesas mensais, existe um excesso de 20% a 30%. Logo, não será tão difícil identificar aquelas supérfluas, assim como os excessos, e cortá-los.

O equilíbrio financeiro não depende de quanto ganhamos, mas de como gastamos o que ganhamos. E a educação financeira é a grande ferramenta que nos permite viver de forma sustentável, alcançando sonhos e vivendo longe do endividamento.