Com a volta às aulas, a rotina também volta ao normal; os compromissos, os horários, tudo nos eixos novamente. No entanto, o período de férias sempre deixa resquícios, principalmente na questão financeira. Por isso, essa é uma ótima oportunidade para toda a família promover uma mudança de hábitos e se reeducar financeiramente.

Alguns descontroles e impulsividades que cometemos nesses dias em que as crianças estão em casa acabam tendo reflexo agora, quando a fatura chega e temos ciência do tamanho das dívidas. Esse efeito pós férias acontece por conta da falta de educação financeira da maior parte da população, que não foi ensinada a se planejar – nem em casa, nem na escola – antes de gastar.

E já que as crianças e os jovens vão voltar à escola para continuar o processo de aprendizagem, por que não todos em casa também entrarem nesse clima e adquirirem alguns conhecimentos para saber lidar melhor com os recursos financeiros e não ter que passar mais por esse problema nas próximas férias? Há diversos cursos, palestras, workshops e livros que tratam sobre o assunto.

Para auxiliar nesse processo de reeducação financeira, desenvolvi alguns passos não só para um planejamento financeiro familiar, mas também para as compras de volta às aulas:

– Faça um diagnóstico financeiro: anote todas as despesas ao longo de 30 dias, separando por categorias, pois, dessa maneira, é possível ter uma visão ampla e minuciosa, ao mesmo tempo, dos gastos recentes, podendo diminuir ou até cortar os excessos e supérfluos;

– Planeje-se: muitas famílias acabam se encontrando em situações de endividamento após as férias, porque não se planejam corretamente. Portanto, comecem a programar as próximas férias a partir de agora, ver o que gostariam de fazer e a já juntar dinheiro, para não ficar meses depois pagando parcelas intermináveis e comprometendo o orçamento financeiro;

– Levem as crianças para comprar material: ao contrário do que muitos especialistas dizem, a minha recomendação é que os adultos levem sim junto com eles as crianças para pesquisarem os materiais escolares. Essa é uma ótima oportunidade para ensiná-las a comprar com consciência e colocar em prática os ensinamentos da educação financeira;

– Não tenha vergonha de negociar: muitas pessoas têm dificuldade em pedir desconto ou tentar alguma condição de pagamento melhor, mas a negociação é uma prática natural e que dá bons resultados;

– O barato pode sair caro: nem sempre o que é mais barato é a melhor opção para economizar, porque, conforme for, pode quebrar/rasgar/desgastar com muito mais facilidade, fazendo com que se tenha que comprar outro produto em um curto espaço de tempo. Analise bem as opções e compre o melhor custo-benefício.

– Recicle e reutilize: dê uma boa olhada no material utilizado até o momento e veja o que consegue ser reutilizado ou reciclado. Chame as crianças para essa atividade, pode ser divertido, além de sustentável e econômico. Se tiver mais de um filho, o material didático, por exemplo, se bem cuidado, pode passar do mais velho para o mais novo.

Reinaldo Domingos

Reinaldo Domingos é PhD. em Educação Financeira, escritor, educador e terapeuta financeiro. Presidente da DSOP Educação Financeira, da Editora DSOP e da Abefin, publicou o best-seller Terapia Financeira, o recém lançado Empreender Vitorioso com Sonhos e Lucro em Primeiro Lugar e os livros Livre-se das Dívidas, Mesada Não É Só Dinheiro, Ter Dinheiro Não Tem Segredo, Eu mereço ter dinheiro!, Papo Empreendedor, Sabedoria Financeira e a série O Menino do Dinheiro – Sonhos de Família, Vai à Escola, Ação Entre Amigos, Num Mundo Sustentável e Pequeno Cidadão, O Menino e o Dinheiro, O Menino, o Dinheiro e os Três Cofrinhos, O Menino, o Dinheiro e a Formigarra. Mais de 4,5 milhões de exemplares de suas obras já foram vendidas.