Como estamos nessa semana discutindo os rumos das áreas de Recursos Humanos das empresas durante a CONARH 2015, gostaria de falar sobre como a educação financeira pode ser uma ação de retorno mútuo entre empregado e empresas, com resultados positivos para todos.

Pois então vejamos, qual é um dos princípios básicos da educação financeira? Rever preceitos de consumos e adequá-los, reduzindo para a obtenção de capital para investimento e, com isso, atingir objetivos. Com base nisso, é totalmente plausível a implantação dessa sistemática nas empresas, buscando a conscientização do colaborador.

Sempre falo que é fundamental que, em uma organização, todos se percebam como partes fundamentais. Assim, é importante que se dissemine a ideia de que o crescimento da empresa refletirá no crescimento de todos daorganização.

Os excessos e gastos desnecessários existem em qualquer lugar, mas é certo que, no local onde a pessoa não está entrosada, a despreocupação é ainda maior. Então, o colaborador deve ter a percepção que os resultados da economia podem impulsionar a carreira, sendo que as empresas buscam cada vez mais profissionais engajados com os resultados.

Uma alternativa é realizar campanhas de conscientização, por meio de educação financeira e empresarial, pois, na maioria das vezes, o ato de economizar não traz apenas benefícios para a organização e os colaboradores, mas também para a comunidade e meio ambiente.

Dentre os caminhos para essas reduções, destaco alguns, com as respectivas ações para os colaboradores:

Potencializar o horário de trabalho – muitas vezes, o profissional se enrola durante o expediente, o que faz com que não renda adequadamente no horário de trabalho. Isso faz com que a empresa perca em produtividade e também em manter uma estrutura preparada para ele atuar depois do expediente, além de aparentar que o colaborador é menos produtivo que o necessário.

Reduzir o consumo de insumos para apenas o necessário – esqueça a velha história de imprimir sem necessidade, de fazer brincadeiras com clipes e elásticos e outros usos irresponsáveis de materiais de escritório. Por mais que possam parecer gastos irrelevantes, numa somatória ao fim de um período, esse pode se tornar bastante representativo.

Reciclar e reutilizar – às vezes, os produtos podem ser utilizados para outras finalidades, após o uso para o seu fim principal. É o caso de papeis que podem se tornar rascunhos, copos plásticos que podem ser reutilizados, e por aí vai. É importante ampliar a consciência sobre o consumo, fazendo isso de maneira mais consciente.

Economia de água e energia – é outro ponto que as pessoas acreditam não ter grande impacto nas contas, mas que, por fim, atrapalham a vida de uma organização. Assim, é importante se atentar se as torneiras estão bem fechadas e as luzes e eletrônicos corretamente desligados; não custa sempre checar para economizar.

O retrabalho deve ser combatido – uma grande “torneira de gasto” em uma empresa é o retrabalho, isto é, o colaborador erra em parte de seu processo de trabalho e tem que refazer todo o material. Isso é fruto, geralmente, de desatenção e desmotivação e facilmente podem ser combatidos, basta um pouco mais de zelo e atenção.

Uso com moderação de telefonia e internet – hoje as empresas desperdiçam grande parte dos seus recebimentos pagando sistemas de telefonia e acessibilidade. E, infelizmente, ainda existem muitos colaboradores que utilizam a internet e a telefonia de maneira irresponsável, perdendo tempo e dinheiro literalmente. Cuidado com acessos e ligações desnecessárias durante o expediente e com as ferramentas fornecidas pela empresa.

Reinaldo Domingos

Reinaldo Domingos é PhD. em Educação Financeira, escritor, educador e terapeuta financeiro. Presidente da DSOP Educação Financeira, da Editora DSOP e da Abefin, publicou o best-seller Terapia Financeira, o recém lançado Empreender Vitorioso com Sonhos e Lucro em Primeiro Lugar e os livros Livre-se das Dívidas, Mesada Não É Só Dinheiro, Ter Dinheiro Não Tem Segredo, Eu mereço ter dinheiro!, Papo Empreendedor, Sabedoria Financeira e a série O Menino do Dinheiro – Sonhos de Família, Vai à Escola, Ação Entre Amigos, Num Mundo Sustentável e Pequeno Cidadão, O Menino e o Dinheiro, O Menino, o Dinheiro e os Três Cofrinhos, O Menino, o Dinheiro e a Formigarra. Mais de 4,5 milhões de exemplares de suas obras já foram vendidas.