Abrindo os principais jornais deste começo de ano, fiquei preocupada com as notícias mais recentes do Banco Central. Elas mostram que o endividamento do brasileiro no rotativo do cartão de crédito, por exemplo, aumentou 21,2% em 2015 contra um aumento – que já era grande – de 11,4% em 2014. Ou seja, o que já vinha mal, está piorando.

Isso quer dizer que o cartão de crédito é o grande vilão da vida financeira do brasileiro e deve ser quebrado imediatamente? Errado! O cartão de crédito é um instrumento valioso, se bem utilizado. Mas toda ferramenta demanda conhecimento, e não é diferente com o cartão de crédito.

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E quem é o vilão no caso? Simples: a falta de educação financeira. Isso porque o cliente chega à loja e ouve uma irrecusável proposta de parcelamento para adquirir um bem. Ele já sonha com este bem há muito tempo. Ele trabalha duro, cumpre com tantas responsabilidades no seu dia a dia agitado. Claro que merece um agrado. Então, o parcelamento no cartão de crédito parece ser o milagre que fará tudo possível.

Porém, falta um detalhe muito importante, geralmente, ele não tem um orçamento mensal para avaliar o impacto de mais esta parcela. Mesmo quando tem em mente as contas mensais, não considera os diversos gastos que não são fixos, o lanche no intervalo da faculdade, a padaria no retorno para casa, a pizza do final de semana. E até a gorjeta que é dada no estacionamento, assim como outros pequenos gastos que não percebemos ao longo do mês, que, somando-se, impactam e corroem o orçamento.

Não sabendo avaliar o impacto da nova parcela (que, afinal, parece tão baixa), a compra é feita e está criado o problema. Quando a fatura chega, a solução é pagar somente uma parte dela, pois o dinheiro não foi suficiente para quitar tudo.

E o pior está por vir, já que o saldo restante receberá juros (muito altos, por sinal) no próximo mês, enquanto as contas mensais continuam a existir. Possivelmente, o valor total da fatura não será pago novamente no mês que se segue e mais juros incidirão sobre o saldo pendente. E assim a bola de neve só cresce.

Nas reportagens dos jornais, muitas vezes, os especialistas recomendam trocar a dívida do cartão de crédito por uma dívida mais barata (juros mais baixos), como o consignado, por exemplo. Parece ser a solução perfeita. Não é mesmo? Os especialistas não estão errados. Porém, falta um passo crucial que precisa ser feito antes: montar e analisar o orçamento individual (ou familiar, quando for o caso), antes de buscar qualquer negociação.

Afinal, com o consignado, o salário receberá um desconto diretamente na fonte. Precisamos ter certeza de que será possível cumprir com todos os compromissos financeiros, mesmo com esta redução no salário. Se isso não for muito bem avaliado, uma nova dívida pode estar começando. A recomendação mais garantida é educar-se financeiramente!

A Educação Financeira pode não ter feito parte da sua formação, mas ainda há tempo. Procure ler, conhecer, estudar o assunto. Busque ajuda profissional. Você não somente sairá das dívidas, mas também aprenderá a se programar para realizar seu sonhos, sem necessitar do cartão de crédito, pagando à vista e com desconto. Além disso, poderá se preparar para alcançar a independência financeira.