Falar de educação financeira como política pública pode soar meio estranho em um primeiro momento; as pessoas podem falar que já existem áreas específicas nas gestões para tratarem de economia. Mas isso é um erro da maioria, que pensa em educação financeira como uma ciência exata e relaciona o tema a algumas questões práticas relacionadas ao dinheiro.

No entanto, é importante ter em mente que o tema é muito mais abrangente, envolvendo ações relacionadas à sustentabilidade em diversos graus. Nesse ponto, os entes governamentais têm papeis fundamentais, pois podem criar políticas públicas de consumo consciente e de economia. Alguns pontos são muito simples, como troca de lâmpadas pelas mais econômicas – consumindo menos energia; em um primeiro momento, pode custar um pouco mais, mas em longo prazo, a economia será considerável.

Outros pontos importantes são políticas de reciclagem, com programas de coleta seletiva, o que ocasiona diversas formas de economia com benefícios para o meio ambiente e para os munícipes e pode também gerar renda para parte das classes menos abastadas com cooperativas de reciclagem.

Mas fundamental mesmo são políticas de inserção de educação financeira para os mais variados públicos, desde asescolas públicas do ensino infantil e fundamental, o EJA (Ensino de Jovens e Adultos) e até para funcionários públicos em geral. Com isso, não só melhorará a qualidade de vida da população, como terá reflexos nos índices sociais e nos gastos referentes a estes.

O crescimento consistente da economia e o desenvolvimento social que a educação financeira promove refletem diretamente na diminuição de gastos para área social e dos índices de miseráveis e nos demais setores da cidade, como saúde, segurança e habitação.

É óbvio que a educação financeira não é isoladamente a solução de todos os males da sociedade e os resultados não são imediatos. Entretanto, é inegável que a inserção deste conteúdo para a população trará consideráveis melhoras. E quanto antes se iniciar o trabalho com o tema, mais cedo se sentirão os efeitos.

Diversos governos já aderiram a esta importante campanha de alfabetização e letramento financeiro!

Reinaldo Domingos

Reinaldo Domingos é PhD. em Educação Financeira, escritor, educador e terapeuta financeiro. Presidente da DSOP Educação Financeira, da Editora DSOP e da Abefin, publicou o best-seller Terapia Financeira, o recém lançado Empreender Vitorioso com Sonhos e Lucro em Primeiro Lugar e os livros Livre-se das Dívidas, Mesada Não É Só Dinheiro, Ter Dinheiro Não Tem Segredo, Eu mereço ter dinheiro!, Papo Empreendedor, Sabedoria Financeira e a série O Menino do Dinheiro – Sonhos de Família, Vai à Escola, Ação Entre Amigos, Num Mundo Sustentável e Pequeno Cidadão, O Menino e o Dinheiro, O Menino, o Dinheiro e os Três Cofrinhos, O Menino, o Dinheiro e a Formigarra. Mais de 4,5 milhões de exemplares de suas obras já foram vendidas.