Em maio, o nível de devoluções de cheques cresceu substancialmente no Brasil. O índice chegou a 2,39%, só ficando abaixo do mesmo mês em 2009, quando se atingiu a marca de 2,52%, segundo levantamento da Serasa Experian. Duas das principais causas são, sem dúvida, o aumento no número de desempregados e de empresas que estão passando por dificuldades, chegando muitas vezes a atrasar ou pagar apenas parte do salário dos funcionários.

Porém, embora sejam problemas fáceis de serem detectados, já que estão aí escancarados aos nossos olhos – seja porque hoje quase todo mundo conhece alguém nesta situação ou porque a mídia trata do assunto quase que diariamente –, não podemos esquecer que essa dificuldade financeira torna-se ainda maior quando não se temeducação financeira, o que infelizmente, ainda é muito comum na nossa população.

Muitos são aqueles que compram usando cheques pré-datados, perdendo totalmente o controle daquilo que está pra ser debitado na sua conta. Mas o que fazer se já passou cheques que ainda serão depositados e agora foi demitido?

Segue aqui cinco dicas para evitar esse transtorno:

1) Se você foi demitido, é imprescindível que se faça um diagnóstico do seu padrão de vida, o readequando a sua atual condição. Não esqueça que, de agora em diante, enquanto não conseguir um novo emprego, você só terá saída de dinheiro;

2) Verifique suas despesas e corte tudo aquilo que é supérfluo. Você não precisa deixar de “viver a vida”, mas busque, de preferência, alternativas gratuitas;

3) Ao sacar o saldo da sua rescisão e do seu FGTS, não saia usando esse dinheiro. Você não sabe quanto tempo ficará desempregado. Utilize-o realmente para manter o mínimo de suas despesas que realmente são necessárias.

4) Se tem dívidas, entre em contato com seus credores e renegocie, buscando evitar juros. Explique sua situação e deixe claro sua intenção de pagar o que deve. Pode ter certeza que, para o comerciante, mais vale um cliente com uma dívida que poderá ser paga do que um cliente inadimplente.

5) Não dê mais cheques pré-datados, para não aumentar a “bola de neve”. Compre somente o que é extremamente necessário, à vista e com desconto;

Essas são apenas algumas das orientações com o viés da educação financeira. Sempre é tempo de destacar que uma mudança de comportamento dá a qualquer um, independente da condição social, uma base segura pra a sustentabilidade financeira. Boa sorte!

Sandro Costa Mattos
Educador Financeiro da

Sandro da Costa Mattos é Pós-Graduado com MBA em Administração de Finanças e Banking pela UNIP, Graduado em Ciências Biológicas pela Unicapital, Técnico Contábil (ensino médio), Educador Financeiro formado pela DSOP e associado à Abefin – Associação Brasileira de Educadores Financeiros.
Tem 25 anos de experiência no setor financeiro de empresas, especialmente nas áreas de tesouraria, contas a pagar, contas a receber e crédito.
Há 08 anos atua como gestor financeiro em empresas de pequeno e médio portes e desde 2012 é Coordenador Financeiro do Grupo Glória Mundi de Alimentação Corporativa, com unidades espalhadas por todo o Brasil.
Realiza palestras, workshops, treinamentos e atendimentos individuais e familiares sobre educação financeira.