Tempos de crise. Essas são palavras muito usadas, ultimamente. Alto índice de desemprego e inflação, queda de rendimento médio do brasileiro e outros sinais da crise que estão por aí, mexendo com nosso dia a dia.

Pensando nisso e percebendo que muitos estão procurando reorganizar sua vida e fazer seu dinheiro render mais ou, até mesmo, resguardar-se do momento, escrevo essas orientações para você salvar seu dinheiro:

1. Defina seus sonhos: muita gente não consegue guardar dinheiro porque não tem um real motivo, não tem um propósito definido, um projeto de vida e, por isso, não consegue economizar. Quem não sabe os motivos pelos quais guarda dinheiro, sempre vai acabar gastando em algo que não precisa. Definir os sonhos vai fazer com que você pense no que deseja realmente, reservando o valor necessário antes mesmo de pagar as contas.

2. Crie metas para seus gastos: depois que separar o valor para os sonhos, da quantia que restar, defina quando deve ser gasto com cada item de sua despesa mensal.

– 50% da renda para os gastos essenciais: todos aqueles necessários para você se manter no dia a dia: moradia, alimentação, transporte, educação, etc.;
– 25% da renda para prioridades financeiras: se você estiver endividado, sua prioridade será quitar as dívidas. Se não, poupar para o futuro e guardar uma reserva estratégica equivalente a 3 a 5 salários;
– 25% da renda para estilo de vida: todos os gastos relacionados a hobbies e lazer: academia, salão de beleza, compras no shopping, etc.

3. Converse sobre dinheiro com sua família: é muito importante que todos os membros da família participem do projeto dinheiro e que o tema finanças faça parte do dia a dia familiar. Todos devem saber como está a situação financeira e econômica para entender como contribuir para a prosperidade da família.

4. Repense sua relação com o cartão de crédito: o cartão de crédito pode ser uma ferramenta muito importante para o controle das finanças para quem sabe como utilizá-lo, mas para quem compra por impulso, por exemplo, é um suicídio financeiro. Então, se você for daqueles ou daquelas que usam o cartão não como crédito, mas como se fosse dinheiro, aposente-o ou pense seriamente em adquirir um cartão pré-pago ou, simplesmente, comece a usar dinheiro vivo para suas compras.

5. Peça mais coisas emprestadas ou conserte o que quebrou: ao invés de comprar um vestido novo para ir àquela festa, empreste de uma amiga; se precisar de uma furadeira, peça emprestado a algum amigo. Evite comprar coisas que vai usar apenas uma ou duas vezes no ano.

6. Descubra quantas coisas são de graça ou possuem bons descontos: um passeio no parque ou museu, um filme com pipoca em casa. São coisas simples que você pode valorizar mais e, certamente, poderão lhe dar tanto ou mais prazer que um passeio caro. Você pode ainda fazer compras em clubes de cupons, mas lembre-se de comprar apenas aquilo que vai mesmo usar ou deseja muito e que o custo x benefício seja compensador.

7. Muito cuidado com os pequenos gastos: quantas vezes você fez uma retirada do caixa eletrônico e, de repente, olha a carteira e ela está vazia, e você nem se lembra com o que gastou. Na grande maioria das vezes, são pequenos gastos que vão esvaziando o seu bolso e você nem nota. Um cafezinho, uma gorjeta para o guardador de carros, um lanchinho da tarde e lá se vai um dinheirão no final do mês.

8. Preste atenção nos gastos caseiros: apague a luz quando sair do cômodo, desligue televisão e rádio quando não estiver prestando atenção, diminua o tempo do banho, fale menos ao telefone, nunca vá ao mercado com fome, não leve crianças para as compras antes de educá-las financeiramente e coisas do tipo. Você irá perceber que, no final do mês, o dinheiro economizado será muito significativo.