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Há algum tempo, notei que as pessoas andam “ligadas no automático”. Não há, por vezes, qualquer preocupação em observar o que se passa ao redor e é desta forma que tudo acontece, sem que elas percebam o que de fato andam fazendo de suas vidas, especialmente com o próprio dinheiro.

Colocar a mão na carteira se tornou tão banal que, quando se dão conta, o dinheiro que receberam pelo trabalho executado por um mês não está mais lá. É como se não pudessem ou não conseguissem detê-lo em seu poder.

A facilidade em obter créditos financeiros, utilização do limite do cheque especial, ofertas para aquisição de bens duráveis, não duráveis, de valor e até coisas que não tem qualquer valor real são adquiridas sem questionamento, como numa imitação irracional da pessoa que está a sua frente “na fila”.

Com essa postura, as pessoas acabam recorrendo ao assistencialismo e, consequentemente, a programas governamentais. Mas, na nossa sociedade, depender desses programas não é o melhor negócio e, por vezes, ainda fica o débito gerado para ser pago no futuro, caso do FIES (Fundo de Investimento para Ensino Superior).

Quem paga seus impostos e cumpre com seus compromissos tem todo o direito de usufruir dos benefícios oferecidos pelo governo, porém também é sabido que, se mais pessoas forem educadas e conseguirem sua independência financeira, isso contribui para que o assistencialismo foque em quem realmente necessita e na melhoria dos serviços.

A pessoa educada financeiramente consegue sair desse emaranhado de dívidas e posturas errôneas e passa a refletir sobre suas reais necessidades, identificando as prioridades, seu padrão socioeconômico, avaliando com calma e de forma criteriosa a necessidade de gastar o dinheiro que possui.

A educação financeira apresenta uma técnica de mudança comportamental para que as pessoas possam diagnosticar suas finanças, ou seja identificar sua realidade financeira, ensinando a sonhar, orçar e planejar para finalmente poupar e realizar os objetivos. Ficar rico é opção, ter independência financeira é um exercício de cidadania.