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Já se vão alguns anos de trabalho e, nessa caminhada, exerci muitas atividades, inclusive a de Corretor de Imóveis.

Toda profissão carrega contra si rótulos que tentam lhe imputar como se fossem definitivos e, em alguns casos, negativos, mas quem esteve ao lado de profissionais competentes e empresas imobiliárias sérias sabe a determinação, disciplina e comprometimento que todos colocam para contribuir na realização dos sonhos dos clientes.

Essa minha passagem pela profissão foi suficiente para conviver com momentos inesquecíveis de grandes conquistas. Algumas pessoas mais experientes com um sorriso infantil estampado, pela tamanha felicidade de realizar um objetivo de vida.

Quando resolvi escrever esse artigo fiquei entre escolher falar do corretor ou do cliente. Ao passo que fui escrevendo, os caminhos se encontraram e percebi que não daria para escrever sobre um, deixando o outro de fora. E por que isso? Por causa dos sonhos.

Aqui vale uma reflexão. Enquanto atuei como corretor, a venda era apenas uma relação comercial, na qual, de um lado ficava o comprador, na intermediação, o consultor e, na outra ponta, o vendedor.

Hoje, como educador financeiro DSOP, enxergo o equívoco que cometi nessa minha relação profissional. Deveria ter me colocado como o condutor da realização desse sonho; mais do que isso, deveria ter meus próprios sonhos, para colocá-los como motivação a frente dessa operação e, ao final, saborear com a mesma satisfação do cliente comprador.

Sem querer generalizar e limitar, mas o sonho do corretor é a comissão, quando, na verdade, deveria ser alguma coisa mais efetiva e planejada, de valor e, não necessariamente, de preço. Os consultores imobiliários modernos que conheceram e aplicaram a Metodologia DSOP já vêm mudando esse conceito, o que fará muito bem à profissão.

Em workshops e cursos DSOP, enfatiza-se a importância dos profissionais estabelecerem seus sonhos e dedicarem esforços a essa realização. Cada corretor deve criar um motivo especial para exercer sua atividade e sair de casa com a convicção de que tem razões suficientes para voltar ao final do dia com a esperança renovada. A esperança deve ser o início e jamais o fim, e a Metodologia DSOP contribui para essa mudança na relação cliente x corretor.

A corretagem agregou muito ao meu trabalho como educador financeiro, funcionou como um excelente laboratório para perceber que o profissional tem uma relação conflituosa, em grande parte, com os seus recursos financeiros. É natural que haja uma tendência de consumo maior nesses profissionais, pois ficam represados em seus desejos por longo tempo, devido à remuneração sofrer uma variação elevada.

E aqui mora o perigo. Os desejos ficam à frente das necessidades e, principalmente, dos sonhos, fazendo com que a comissão recebida seja automaticamente destinada a bens de consumo, sem nenhum planejamento, levando ao endividamento, estresse, absenteísmo, presenteísmo, desmotivação e tantos outros fatores que refletirão na queda de produtividade. Há algo ainda mais perigoso, que é o reflexo na saúde e na família.

A minha atuação na corretagem de imóveis me credenciou a levar a Metodologia DSOP aos profissionais que realizam sonhos dos clientes vendedores, compradores ou locadores e que precisam realizar seus objetivos de forma planejada e sustentável. E esse artigo tem como função alertar os excelentes profissionais da corretagem de imóveis que há uma solução simples, porém muito objetiva, ao alcance deles e que se traduz em duas palavras: educação financeira.