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Está chegando o final do ano e com ele o tão esperado 13º salário, que vem dividido em duas parcelas: metade no dia 30 de novembro e o restante, com os devidos débitos, que deve ser pago até o dia 20 de dezembro.

E aí você deve estar pensando: “Beleza! Agora é sair gastando, afinal, eu mereço! Trabalhei o ano todo!”, certo?

Como educador financeiro, vejo que muitas pessoas pensam assim. Portanto aproveito este espaço para sugerir que você faça um planejamento antes de decidir de que forma usará o valor. Afinal, será que adianta comprar algo à vista enquanto paga juros de dívidas pendentes? Ou sem ter uma reserva financeira para o futuro?

O 13º é um abono muito importante que você, trabalhador, tem direito. Por isso sugiro que use da melhor forma possível, de acordo com a sua situação financeira e tendo sempre em mente os seus sonhos! Veja abaixo cinco orientações que elaborei para você planejar o uso do seu 13º salário com educação financeira:

1 – Se você tem dívidas em atraso, principalmente com bancos ou financeiras, aproveite o “dinheiro na mão” para tentar negociar e amortizar o máximo possível dos juros cobrados. Fazer um planejamento e utilizar esse valor para limpar seu nome vai facilitar o seu controle financeiro nos próximos meses.

2 – Mesmo que não tenha dívidas em atraso, evite gastar todo o dinheiro. Reflita sobre a importância de ter uma reserva de segurança para imprevistos e considere também poupar para a sua independência financeira no futuro. Sugiro que guarde pelo menos 50% do valor em um investimento de liquidez imediata, como caderneta de poupança, CDB ou Tesouro Direto (nos dois últimos você pagará Imposto de Renda sobre o lucro e Imposto sobre Operações de Crédito – IOF – se resgatar o dinheiro antes de 30 dias).

3 – Se optou por comprar algo com a outra metade do valor, evite usá-lo como entrada em um financiamento, pois assim você estará entrando em uma dívida. Se quiser comprar algo de valor alto, talvez seja melhor guardar menos e comprar o que deseja à vista (ou poupar o 13º salário e mais dinheiro nos meses seguintes) para ter força para negociar valores e pedir descontos na hora da comprar.

4 – Não se esqueça das despesas que terá em janeiro: IPTU, IPVA, matrícula e material escolar, etc. Guardar dinheiro para esse momento também pode ser muito importante, pois pagando à vista você terá descontos.

5 – Aproveite a chegada dessa renda extra para reajustar o seu padrão de vida, de acordo com a sua real condição financeira. Crie o hábito de poupar para realizar com “suas próprias pernas” seus sonhos de curto, médio e longo prazo, sem precisar recorrer ao crédito, mesmo que isso leve tempo.

E lembre-se: usar o 13º de forma desenfreada pode te trazer satisfação momentânea, mas a falta dele no futuro pode acabar gerando uma imensa “dor de cabeça”.

Sandro Costa Mattos
Educador Financeiro da

Sandro da Costa Mattos é Pós-Graduado com MBA em Administração de Finanças e Banking pela UNIP, Graduado em Ciências Biológicas pela Unicapital, Técnico Contábil (ensino médio), Educador Financeiro formado pela DSOP e associado à Abefin – Associação Brasileira de Educadores Financeiros.
Tem 25 anos de experiência no setor financeiro de empresas, especialmente nas áreas de tesouraria, contas a pagar, contas a receber e crédito.
Há 08 anos atua como gestor financeiro em empresas de pequeno e médio portes e desde 2012 é Coordenador Financeiro do Grupo Glória Mundi de Alimentação Corporativa, com unidades espalhadas por todo o Brasil.
Realiza palestras, workshops, treinamentos e atendimentos individuais e familiares sobre educação financeira.