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Nos últimos anos, as pessoas têm apresentado um comportamento desprendido quando se trata de dinheiro e do futuro. Elas sabem que ter um emprego estável não é suficiente para fazer de suas finanças algo seguro e que o emprego não é a única maneira de você ficar fora das dívidas.

Então, se o objetivo é realmente proteger o futuro da ruína financeira, é preciso blindar-se por meio do fundo de emergência. Antes de aprender as melhores práticas dessa modalidade, é importante entender o que não se deve fazer.

No período de construção do fundo de emergência, irão surgir todos os tipos de tentações para usá-lo, especialmente quando se vê o saldo decrescente na conta bancária. Para combater essas tentações, se deve lembrar, em primeiro lugar as razões pelas quais você está criando esta reserva pessoal.

Existem muitas razões importantes para se preocupar em ter um fundo emergencial. No entanto, dentre todas elas, aqui estão as 7 principais:

1. Não compromete sua saúde ou da sua família por falta de uma reserva financeira. Algumas pessoas não conseguem arcar com um tratamento médico só porque suas finanças não são suficientes. Será muito traumático tomar esta decisão difícil, especialmente quando se trata de nós mesmos ou de alguém que amamos. Não ter um fundo de emergência pessoal pode ser prejudicial à saúde física e ainda acabar levando a um endividamento insustentável.

2. Concede tranquilidade financeira a você e sua família, mesmo depois da perda de emprego. Uma das razões pela qual as pessoas têm tanto medo da perda de emprego é porque são pegos desprovidos de uma reserva para ajudar a manutenção de suas necessidades e de sua família. Quando se está bem amparado financeiramente, você lida melhor com estas situações inesperadas, conseguindo focar em concentrar esforços para obter uma recolocação no mercado de trabalho.

3. Elimina a necessidade de pedir dinheiro emprestado. A razão mais comum para obter um fundo é para manter-se longe do crédito e passar ileso aos juros em uma situação de emergência. Para isso, é preciso ter certeza de que o dinheiro é suficiente nesses cenários inesperados. Dessa forma, o seu orçamento habitual não será ameaçado.

4. Mantém o indivíduo longe da utilização do FGTS e da Previdência Privada Empresarial. Hoje, é comum as pessoas trocarem de empresas e até forçar a demissão para ter acesso ao Seguro Desemprego, FGTS e até mesmo aos planos de previdência empresariais para saldar suas dívidas. É por isso que algumas pessoas avançam sobre essas reservas que, futuramente, garantiriam sua tranquilidade financeira. Com uma reserva adequada, é possível preservar estes recursos para cenários realmente inesperados, mantendo-os intactos.

5. Concede a criação de um perfil investidor. Ao construir uma reserva pessoal, em médio prazo, dá para ter acesso a produtos de investimentos que, anteriormente, com pouco dinheiro, não seria viável. Assim, contará com maiores rendimentos e poderá acelerar o crescimento de seus recursos financeiros.

6. Blinda casamentos da ruína. Inúmeros problemas conjugais decorrem de problemas financeiros. Para garantir que o casamento não será arruinado – ao menos não por motivos financeiros –, um fundo de emergência pessoal pode ser capaz de ajudar. Além disso, evitará discussões e mal-estar na relação por conta de gastos e endividamentos individuais que refletem na vida a dois.

7. Fornece uma vida livre de estresse. Essa provavelmente é a razão mais importante: ter paz de espírito. Criar um fundo irá mantê-lo longe de se preocupar com o inesperado, porque você estará financeiramente seguro para o que acontecer.

Depois de entender isso, é hora de pensar em valores e prazos. Isso vai depender do tipo de estilo de vida que você tem hoje e que pretende ter no futuro. Para isso, você poderá controlar-se por meio do uso de planilhas eletrônicas (Excel) de sites de instituições financeiras, cadernetas ou até papel e caneta. A partir daí, para atingir o objetivo, você pode seguir estes passos:

1. Olhe com atenção para o seu orçamento atual. Identifique as despesas que precisa agora e projete seus gastos do futuro;

2. Crie duas categorias para as despesas, segregando o que são necessidades e o que são desejos;

3. Planeje quanto tempo você quer ser capaz de sobreviver com seu fundo de emergência.

O período que hoje um indivíduo permanece desempregado, em média, é de nove meses; então, significa que você pode utilizar este período como ponto de partida para determinar o valor alvo. Multiplique o valor necessário para suas despesas mensais pelo período de utilização desta reserva (despesa mensal x meses de utilização).

Se você vai se sentir mais seguro com um fundo de emergência de 12 meses, basta multiplicá-lo por 12. Este será o seu fundo de emergência alvo. Durante a construção, precisará revisar constantemente se será suficiente. Às vezes, a inflação pode transformar os nossos recursos em pó, ainda mais tratando-se de Brasil, onde o IPC-A permanece elevado.

No caso de você ter que usar seu fundo de emergência, você deve estimar quanto tempo pode ter que contar com ele. Caso ache que vai ser por muito tempo, porque a crise financeira e o desemprego parecem perdurar, considere gastar apenas em suas necessidades.

Viver com um orçamento simples pode garantir que sua reserva financeira seja suficiente para suportar suas despesas por um período inclusive superior ao planejado. Dessa forma, você realmente irá garantir a sua segurança financeira.

Marcio Araújo
Educador Financeiro da DSOP Educação Financeira

Primeiro Pós–Graduado em Educação e Coaching Financeiro pela DSOP do estado do Paraná.
PÓS-MBA em Negociação Empresarial FGV.
MBA em Gestão de Comercial FGV.
Certificações ANBIMA CPA-10 e CPA-20.
Ensino Superior – Bacharelado em Administração de Empresas UNOPAR - Universidade Norte Paraná.
PNL - BUSINESS PRACTITIONER pela SBPNL (SOCIEDADE BRASILEIRA DE PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA).
(VISÃO ESTRATÉGICA,EU LIDER E COMUNICAÇÃO INFLUENCIADORA ) pela FUNDAÇÃO DOM CABRAL .
Técnico em Contabilidade.
Especialista em Investimentos em Renda Fixa , Variável e Derivativos ,gerente de grandes contas (Corporate) Gestão de Grandes Fortunas.
Palestrante e consultor financeiro pessoal e familiar.
Educador Financeiro e Coaching Financeiro.
Ministra treinamentos certificações ANBIMA CPA-10 e CPA-20 , Produtos de Investimentos e Vendas.
Atuação no estado do Paraná e São Paulo.