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É inegável a importância de ter um fundo de emergência pessoal, especialmente no momento atual, de crise financeira e instabilidade no mercado de trabalho. Considerando que imprevistos acontecem, é importante estar preparado para não precisar recorrer a um endividamento com juros altos para resolver uma situação inesperada. Neste artigo, pretendo explicar o quanto você precisa guardar e qual é a melhor forma de usar o fundo, se for necessário.

O valor ideal para ter nessa reserva depende do seu padrão de vida. Portanto, olhe com carinho para o seu orçamento atual e identifique as despesas que tem agora, projetando as que terá no futuro. Nesta etapa, aproveite e crie duas categorias para as suas despesas: as que correspondem às necessidades reais e as que se referem ao consumo supérfluo. Assim, você enxergará melhor os seus gastos e projetará com mais precisão o estilo de vida que pretende ter no futuro e o quanto precisará dispor mensalmente para mantê-lo.

Defina por quanto tempo você poderá depender apenas de seu fundo de emergência. Atualmente, uma pessoa permanece desempregada por nove meses, em média, portanto você pode utilizar este período como ponto de partida.

Para determinar o tamanho do seu fundo de emergência, multiplique o valor necessário para suprir suas despesas mensais pelo período em que utilizará a reserva. A conta é: valor mensal x número de meses de utilização. Se se sentir mais seguro com um fundo de emergência de 12 meses, basta multiplicar o valor mensal por 12. O resultado será o seu número alvo.

Durante a construção do fundo de emergência pessoal, será importante revisar constantemente se a reserva será suficiente para as despesas no futuro. Às vezes, pensamos que temos o suficiente, mas a inflação pode transformar nossos recursos em pó.

No período da construção do fundo, é possível que surjam tentações para usá-lo, especialmente enquanto você vê o saldo da conta bancária crescer. Para combater essas tentações, aconselho que tenha sempre em mente os motivos que o fizeram criar seu fundo de emergência pessoal: ter tranquilidade frente à possibilidade do desemprego e problemas de saúde com você ou seus familiares, por exemplo.

Caso haja uma emergência e seja preciso usar o fundo, é importante estimar por quanto tempo você poderá ter que contar com ele. Se você acha que vai ser por muito tempo, considere gastá-lo apenas em suas necessidades básicas, pois viver com um orçamento simples pode garantir que a sua reserva seja suficiente por um período superior ao planejado.

Espero que este artigo te ajude a criar, manter e usar o seu fundo de emergência pessoal com educação financeira, garantindo mais segurança para você e sua família.

Até mais!

Marcio Araújo
Educador Financeiro da DSOP Educação Financeira

Primeiro Pós–Graduado em Educação e Coaching Financeiro pela DSOP do estado do Paraná.
PÓS-MBA em Negociação Empresarial FGV.
MBA em Gestão de Comercial FGV.
Certificações ANBIMA CPA-10 e CPA-20.
Ensino Superior – Bacharelado em Administração de Empresas UNOPAR - Universidade Norte Paraná.
PNL - BUSINESS PRACTITIONER pela SBPNL (SOCIEDADE BRASILEIRA DE PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA).
(VISÃO ESTRATÉGICA,EU LIDER E COMUNICAÇÃO INFLUENCIADORA ) pela FUNDAÇÃO DOM CABRAL .
Técnico em Contabilidade.
Especialista em Investimentos em Renda Fixa , Variável e Derivativos ,gerente de grandes contas (Corporate) Gestão de Grandes Fortunas.
Palestrante e consultor financeiro pessoal e familiar.
Educador Financeiro e Coaching Financeiro.
Ministra treinamentos certificações ANBIMA CPA-10 e CPA-20 , Produtos de Investimentos e Vendas.
Atuação no estado do Paraná e São Paulo.