educacao-financeira-endividamento

Durante toda a minha vida profissional trabalhei para bancos e financeiras, na maior parte do tempo nas áreas de Crédito e Cobrança. Com essa experiência, pude notar que, em função dos juros exorbitantes que são cobrados dos devedores, os credores, ao longo do tempo, viram que não adiantava cobrar o valor total, ou seja, principal + juros de mora + multa.

Além disso, geralmente, cada devedor possui diversas dívidas. O credor que chega primeiro tem grandes chances de abocanhar algum dinheiro do que ainda se tem. Mas como nem tudo é um mar de rosas, os credores foram entendendo que os valores em atraso que esperavam receber eram ilusórios, e se conseguissem recuperar o principal da dívida já estariam no lucro. Em outras palavras, quem foi ditando as regras ao longo do tempo era o devedor. Com a crise econômica que se instalou no Brasil, obviamente a situação só se agravou.

Excluindo imóveis ou até carros (dependendo do ano e estado que se encontram no momento de uma eventual reintegração de posse), em linhas gerais, o credor ficará a ver navios em um eventual inadimplemento. Aquele devedor que sabe que pode usufruir do empréstimo contraído para fazer uma reforma em sua casa, comprar utensílios domésticos ou ainda para atualizar os equipamentos elétricos/eletrônicos, conseguiu melhorar o seu bem-estar e o de sua família.

Saia de vez das dívidas! Participe do Curso DSOP de Educação Financeira e transforme sua vida!

No entanto, mesmo sabendo que pode ter seu nome sujo na praça por não conseguir arcar com esses custos, a pessoa conclui que a vida continua e, o mais importante, essa mancha em seu histórico creditício prescreverá em cinco anos nos bureaus de crédito.

Quer dizer então que, 1) se eu contraí dívidas de uma vez só, quando estava com o meu nome limpo e cheio de crédito que não era meu (mas sim das instituições bancárias), já pensando em dar os respectivos calotes; 2) ficar enrolando para negociar com os meus credores ou aguardando aquelas deliciosas feiras proporcionadas no final de cada ano pelos bureaus de crédito, visando oferecer descontos gigantescos, mesmo em cima do valor principal da compra; e 3) se eu tiver ainda mais paciência até que o meu nome seja limpo no prazo máximo de 5 anos, eu posso sair dessa lambança numa boa?

De certa forma, sim, é isso que acontece, pois o seu objetivo, em linhas gerais, daquilo que o dinheiro pode lhe proporcionar será atingido, mas caminhando em estradas esburacadas e sinuosas. Não precisamos disso em nossas vidas, não é mesmo?

Sendo assim, o mercado financeiro acabou criando os “devedores profissionais”, fruto de uma política de jorrar crédito fácil no mercado para uma sociedade que é analfabeta financeiramente falando, além de ser muito carente em termos de consumo. Com tudo isso, os credores ganharam – e ganham – muito dinheiro, pois existem aqueles bons “pagadores de patos”, que acabam pagando a conta dos maus pagadores, impactados, é claro, pelos juros abusivos embutidos!

Mas com essa política esdrúxula, quantos sonhos não são destruídos de todos os lados? Não seria mais fácil poupar dinheiro, antes de sair gastando por aí? Com isso, você não precisaria passar por esse papel humilhante de agir como um “devedor profissional”, muito menos por um bom “pagador de pato”, que aceita pagar muito mais caro por algo, ajudando, por tabela, os credores a ganharem mais dinheiro e livrando a cara daqueles primeiros.

Você quer isso mesmo para você? Acho que não. Então, fica a dica!

William Mansour
Educador Financeiro da DSOP Educação Financeira

• Formado em Administração de Empresas pela FMU;
• Pós-graduado em MKT e Vendas pela ESPM, com Especialização em Administração Estratégica em Risco de Crédito pela FGV-SP;
• Educador Financeiro e Palestrante DSOP;
• Atuante na área bancária e financeira há mais de 20 anos.