Atravessamos um momento de crise política e dentro desse cenário vivenciamos decisões importantes, nas quais se destacam: a reforma das leis trabalhistas e da previdência. Nesse contexto, de um lado há os sindicatos e os trabalhadores e do outro os empresários e o governo. Um cabo de guerra, onde as forças tendem a priorizar e buscar reformas para a criação de novas oportunidades de emprego e a garantia de direitos aos trabalhadores.

Desempregado

Decisões delicadas que despertam, ainda mais, a insegurança. São mais de 14 milhões de desempregados, segundo dados da Pnad – realidade que afeta milhões de famílias brasileiras e compromete diretamente seu orçamento financeiro, como o pagamento de prestações, financiamentos e cartão de crédito, por exemplo. Sem emprego, falta dinheiro e por consequência as contas atrasam e as preocupações aumentam. O que fazer para minimizar essa situação?

Primeiro, se você estiver desempregado a prioridade é a recolocação no mercado de trabalho. De que forma? O mais óbvio é com a entrega de currículo “de porta em porta”, procurando também que as pessoas mais próximas possam indicar a sua qualidade profissional. Se sua demissão é recente, utilize com sabedoria sua rescisão contratual.

No mercado de trabalho, consegue um novo emprego o trabalhador atento às oportunidades e, às vezes, para isso, é preciso fazer um novo curso profissionalizante ou de especialização. Portanto, não gaste seu dinheiro com consumismo desnecessário enquanto estiver desempregado. Já quem está empregado deve valorizar o posto e procurar se especializar e se tornar o diferencial dentro da empresa.

Agora, vamos falar especificamente sobre o orçamento financeiro. É necessário fazer um diagnóstico do seu consumo, anotando durante 30 dias todos os seus gastos, pequenos e grandes, com o objetivo de identificar os excessos e os supérfluos. É preciso reduzir e eliminar os gastos financeiros para equilibrar as finanças e formar uma poupança.

Em momentos de crise, instabilidade e de carência de emprego, atitudes pequenas podem contribuir para uma vida mais serena e proporcionar tranquilidade nas tomadas de decisões. Lembre-se, ter uma poupança ou uma reserva estratégica é essencial neste processo.

Diego Jorge
Educador Financeiro da DSOP Educação Financeira

Diego Jorge é químico, coach, pós-graduado em educação financeira, educador e terapeuta financeiro. Colunista do Jornal Arealva, palestrante e treinador. Exonerou do serviço público municipal para ser educador exclusivo da Unidade DSOP de Sorocaba. Nas horas vagas gosta de ler sobre investimentos e tocar seu instrumento favorito, o cavaquinho.