Quando não conhecemos nossos números, somos levados pelo inconsciente a nos sentir pertencentes a uma classe social e a viver um padrão de vida que não condiz com a nossa realidade. Não saber o quanto ganha e o quanto se tem disponível para “passar o mês” é estar em uma armadilha que certamente levará ao uso do limite da conta, ao cheque especial, ao cartão de crédito e até mesmo a pedir empréstimos para terceiros.

Quanto ganha por mês

Dentre todas as nossas características, as finanças são das mais marcantes. Nossa condição social nos classifica como classe A, B, C, D ou E e muitas empresas utilizam essa informação para desenvolver pesquisas, produtos e serviços baseados nos hábitos de consumo de cada classe.

E você, sabe a qual classe social pertence? Sabe realmente o quanto ganha? Sim, é preciso saber com exatidão o valor das receitas, a quantia real disponível para o mês. Parece simples, mas este é um exercício complexo para a maior parte da população, inclusive para os empresários.

Então te convido a fazer o exercício: pare por um minuto e anote seu salário, receitas e veja o valor que terá disponível para o mês. Confia nesse apontamento? Alguns erros são comumente cometidos neste processo, portanto é preciso cautela.

No universo da pessoa jurídica, principalmente na pequena e média empresa, muitos empresários misturam suas contas particulares com as da empresa e com isso têm grande dificuldade para saber o valor de suas retiradas.

Já na esfera da pessoa física, muitos assalariados não consideram os descontos do INSS, importo de renda, pensão, vales, consignados, entre outros, e mentalizam o valor cheio do seu salário e não o valor depositado na conta, livre de descontos.

Estamos em junho e se você tem a sensação de não saber aonde foi parar o salário de toda a primeira metade do ano, comece sabendo o quanto tem para gastar neste mês. Assim agirá com mais cautela nos meses que virão e poderá se planejar para conquistar seus sonhos ainda neste ano ou nos próximos.

Lembre-se: para resultados diferentes, atitudes diferentes.

Diego Jorge
Educador Financeiro da DSOP Educação Financeira

Diego Jorge é químico, coach, pós-graduado em educação financeira, educador e terapeuta financeiro. Colunista do Jornal Arealva, palestrante e treinador. Exonerou do serviço público municipal para ser educador exclusivo da Unidade DSOP de Sorocaba. Nas horas vagas gosta de ler sobre investimentos e tocar seu instrumento favorito, o cavaquinho.