Se você está pensando em financiar um carro, considere essas importantes orientações, fundamentadas na educação financeira:

FInanciar um carro

– Escolha a marca e modelo do carro que atenderá a sua demanda de transporte. Não faz sentido comprar um carro grande se você nem tem o que ou quem levar no carro, ou seja, não tem filhos e também não transporta nada que seja grande o suficiente para justificar a compra de um carro enorme. Quanto maior o carro, em geral, mais caro ele será.

– Compare preços e modelos similares ao modelo que te atenderá. Há opções diversas na mesma linha ou tipo de carro, de acordo com a marca. Avalie sempre a melhor relação custo versus benefício.

– Está na dúvida entre comprar um carro zero ou usado? Lembra-se daquela máxima de que o carro perde valor assim que sai da concessionária? Pois é, é verdade. Um carro seminovo pode custar até 10% mais barato que um zero quilômetros do mesmo ano. A escolha final é sua, lembrando que o carro 0 KM pode oferecer taxas de juros menores do que um carro usado no financiamento.

– Faça um levantamento dos custos de IPVA, seguro e manutenções programadas. Estes valores deverão ser previstos em seu orçamento e deverão caber, sem apuros, nas suas despesas mensais a partir de então.

– Faça uma cotação de taxas de juros e valores de parcelas com vários bancos. Negocie e converse com os agentes de financiamentos para conquistar a menor parcela possível, com as menores taxas.

– Quanto maior o prazo para o pagamento do financiamento, maior a sua exposição ao risco de imprevistos. Quanto menor o prazo, melhor.

– Acumule um bom valor para dar de entrada, assim você pagará menos por parcela e em menor prazo.

– Não inclua no valor do financiamento outros serviços, como emplacamento e seguros. Isso só vai aumentar o valor da sua parcela por muito tempo. Cote também outras seguradoras, além das que te oferecem na concessionária ou loja.

– Jamais saia da loja com seu carro sem a cobertura de seguros, inclusive com a cobertura para danos a terceiros.

– Antes de estabelecer um compromisso parcelado em médio e longo prazo, é recomendável que você constitua antes um “colchão financeiro”, que permita a continuidade do pagamento das parcelas por pelo menos seis meses, caso perca o emprego ou sofra algum imprevisto.

– Se perder o emprego ou ver que não terá condições de assumir as parcelas do financiamento, o melhor a fazer é renegociar com o banco. O negócio do banco não é carro e sim dinheiro, por isso não é interesse de nenhuma instituição financeira retomar o carro, e sim que você continue pagando pelo empréstimo. Retomar um carro também custa caro para o banco, logo todos perdem.

– Se não tiver como pagar, devolva. Isso mesmo. Devolva o carro no caso de não conseguir pagar as prestações. É o melhor a fazer, já que suas reservas acabaram e não há perspectiva de retomada da condição financeira no curto prazo. A devolução de forma amigável é uma forma digna e honesta para passar por este momento, assim você não será acionado judicialmente e os valores que implicam na apreensão podem não ser considerados. A entrega amigável também pode acontecer mediante acordo por escrito, em que o banco isenta e quita sua divida, independente do valor. Tudo depende de uma boa negociação.

– O mais importante é que você aja com educação financeira antes mesmo de comprar seu carro, casa ou o que for, financiada ou não. Realize seus sonhos com planejamento, estratégia e conhecimento. Se possível, poupe ao longo dos anos e compre à vista, desfrutando do que a vida tem a oferecer com paz, saúde e felicidade.

Emerson Oliveira
Educador Financeiro da DSOP Educação Financeira

Emerson Moreira de Oliveira é Educador Financeiro DSOP e membro da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin). É Vice-Presidente Diretor de Jornalismo da Associação Paulista de Imprensa (API) desde 1989, Publicitário, Leiloeiro Público Oficial, Locutor de Rádio com passagens pela Transamérica FM e Metropolitana FM de São Paulo.