Já pensou que a saúde financeira pode influenciar na nossa saúde física? Por incrível que pareça, elas estão totalmente conectadas.

Quando  ficamos sem dinheiro no final do mês para pagar as contas, achamos que a culpa é do salário baixo e nunca conseguimos realizar nossos sonhos e desejos. O pior é quando as dívidas começam a se formar, vamos perdendo o controle da situação e isso tudo pode acabar de uma forma desastrosa.

A mesma coisa acontece com a nossa saúde. Quando as pessoas não controlam o que comem, bem como as atividades físicas que acabam sendo deixadas de lado, as consequências também podem ser grandes.

Mas o que uma coisa tem a ver com a outra? Como a saúde financeira pode interferir na saúde física? A verdade é que a falta de dinheiro, ou mesmo um mau planejamento podem ser cruciais para o bem-estar das pessoas.

Ter a saúde financeira equilibrada é tão importante quanto a nossa própria saúde. Sem contar que um bom planejamento pode ajudar a manter uma pessoa mais saudável, seja através do investimento em uma alimentação mais equilibrada ou então em uma academia, para que a pessoa possa se exercitar diariamente.

Quando comemos mal, ao longo do tempo o corpo começa a emitir alguns sinais de que algo está errado. Sem um planejamento para a alimentação, acabamos comendo o que queremos e em horários errados, o que pode trazer consequências desagradáveis.

A mesma coisa acontece com o dinheiro. Muita gente não faz um bom planejamento financeiro e acaba usando um dinheiro que não tem em forma de crédito. Quando as dívidas começam a se acumular fica cada vez mais difícil encontrar uma saída para essa situação. Talvez esse seja o momento de a pessoa parar, refletir melhor sobre seus gastos e fazer uma “dieta financeira”, que servirá também para seu bem-estar.

Se faça a seguinte pergunta: “Se um dia eu perdesse o emprego ou precisasse usar meus fundos para alguma urgência e acabasse ficando sem dinheiro, como ficaria a minha saúde?”

 A economia pode ajudar na saúde e bem-estar

A economia de dinheiro pode afetar diretamente sua saúde e bem-estar. Por exemplo, ao cortar gastos desnecessários ao longo do mês, você terá mais dinheiro para investir em uma alimentação mais saudável. Se você cortar aquele dinheiro que usa para comer uma vez por semana em uma rede de fast food, terá dinheiro suficiente para comprar alimentos mais saudáveis no final do mês. Veja só: uma ida a uma rede de fast food deve custar algo em torno de R$20 por semana. Em um mês, são R$80 economizados e em um ano, R$960 não gastos em alimentos nocivos à saúde.

Além disso, você pode poupar seu dinheiro para começar a frequentar uma academia. Muitas delas hoje em dia fazem planos trimestrais ou semestrais dando excelentes descontos.

O ideal é investir o seu dinheiro para que ele trabalhe para você e não o contrário. Com os rendimentos, dependendo da quantidade, você pode passar a investir melhor em você mesmo sem que para isso precise tirar do próprio dinheiro que investiu em algum fundo.

É importante também entender que não é preciso cortar seus próprios prazeres em prol do dinheiro, mas sim cortar gastos e atividades que não somam em absolutamente nada no seu dia-a-dia e na sua saúde. Afinal, fazer uma dieta significa equilibrar as coisas e não cortá-las.

Para que você consiga poupar seu dinheiro, o ideal é que comece estipulando metas possíveis de serem cumpridas. Não adianta querer guardar 50% do seu salário se acabará usando desse dinheiro ao longo do mês. Comece poupando 15% e então aumente gradativamente. Essa será a melhor forma de você alcançar seus objetivos e manter a saúde física e financeira em equilíbrio.

 

 

Juliane Ganem
Educadora Financeira da

- Educador financeiro DSOP;
- Terapeuta Financeiro DSOP;
- Membro da Associação Brasileira de Educadores Financeiros-ABEFIN;
- Coach Financeiro;
- Personal & Professional Coaching–SBC;
- Mestre em Modelagem Matemática–CEFET-MG;
- Pós em Matemática Aplicada- UFMG;
- Professora Universitária;
- Palestrante.