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Carros: Juro compensa fim do IPI

A queda nos juros pode compensar o valor da volta do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os automóveis, prevista para começar gradativamente a partir de outubro. De dezembro a agosto, período em que entrou em vigor a redução do imposto, a taxa de juros para o financiamento de veículos caiu 10,3 pontos porcentuais, chegando a 26,2% ao ano. É o nível mais baixo para esse tipo de crédito, desde que o Banco Central (BC) começou a medir os índices de juros.

No fim do ano passado, o governo anunciou a redução do IPI para automóveis. No caso dos carros populares o imposto saiu de 7% para zero e causou uma redução semelhante nos preços. De acordo com o professor e educador financeiro do Centro de Estudos e Formação de Patrimônio Calil & Calil, Mauro Calil, mesmo que o imposto voltasse hoje integralmente, a compra parcelada seria mais barata na comparação com dezembro de 2008, sem o imposto.

A tendência é que as taxas continuem em queda, diz Luiz Montenegro, presidente da Associação Nacional das Empresas Financeiras de Montadoras. “Há espaço para uma queda maior nas taxas de juros. Acredito que em 2010 as taxas podem chegar a 13% ao ano”, diz. Ele afirma que a volta do imposto pode até estimular uma queda maior nas taxas de juros. “O fim provável do IPI vai motivar o mercado a buscar novas formas de atrair o consumidor.”

Apesar da melhora nas condições de financiamentos, Calil diz que o ideal de compra sempre é o pagamento à vista. “Quem comprou parcelado no ano passado para aproveitar o fim do IPI provavelmente vai pagar mais do que quem comprar nas mesmas condições quando o imposto voltar. Já quem comprou à vista, aproveitou efetivamente o desconto.”

Caso opte pelo financiamento, o consumidor deve pesquisar a menor taxa de juros, diz Francis Hesse, do Instituto de Educação Financeira Disop. “A taxa hoje varia de 1,4% ao mês a 2,7% ao mês.”

O educador financeiro e autor do livro Terapia Financeira, Reinaldo Domingos, diz que, além do parcelamento, quem compra um carro deve calcular um gasto mensal de R$ 380 a R$ 450. O valor inclui os gastos com IPVA, combustível e manutenção.

Além do financiamento de veículos , os juros do cheque especial também caíram. Segundo o BC, a taxa anual caiu de 167,3% em julho para 161% em agosto. “Caiu mas ainda está um absurdo. O consumidor deve evitar entrar no cheque especial”, diz Calil.

Taxa x imposto
– Em dezembro do ano passado, quem comprasse um carro popular de R$ 25 mil em 12 meses (já com a redução do IPI) pagaria R$ 34.125 ao fim do financiamento. O cálculo leva em conta a taxa de juros no período, de 36,5% ao ano.

Com os juros a 26,2% ao ano, o mesmo financiamento sairia mais barato hoje, mesmo com a volta do IPI. O mesmo carro, acrescido do imposto (R$ 26.750), custaria o equivalente a R$ 33.758,50 ao fim do parcelamento.

Fonte: http://www.canaldotransporte.com.br/detalhecliping.asp?id=124592

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