Um problema enfrentado por muitas empresas é o absenteísmo, que é um termo usado para designar as ausências dos trabalhadores no processo de trabalho.

O problema normalmente é enfrentado pelas empresas com punições e descontos nos salários, fato que complica ainda mais a situação desse trabalhador, gerando insatisfação e queda no rendimento.

Assim, sempre alerto os empresários com quem converso que uma das saídas para absenteísmo, queda de produção ou mesmo para autos índices de acidentes de trabalho é desenvolver a educação financeira em suas corporações, por ser as dívidas e a falta de dinheiro um dos principais motivos que levam os trabalhadores a desmotivação e faltas para resolver os problemas. Assim, sempre recomendo a adoção de um “Programa de Educação Financeira” pelas empresas. Para o nosso país essa alternativa pode ser tomada facilmente pelas empresas através das SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho).

Esse evento é obrigatório para as empresas pelo menos uma vez por ano e tem o objetivo o desenvolvimento e a conscientização da importância de se eliminar os acidentes do trabalho. Com isso se cria uma vigilância nos colaboradores, para que os mesmos possam atuar de forma interativa, reconhecendo e corrigindo condições e práticas inseguras.

Assim, alerto, como pode as empresas pensar em segurança de seus colaboradores se eles não terão cabeça para utilizarem meios preventivos em função das questões financeiras? É importante assim que se estabeleça um trabalho gradativo de educação financeira. Na qual o colaborador adéque seu nível de vida aos seus rendimentos, incluindo neles os sonhos.

Mais do que capacitar o colaborador em suas tarefas operacionais é preciso direcioná-los em suas vidas e não pode esquecer de levar também estes ensinamentos para sua casa, seus filhos e família. O caminho para a segurança financeira é simples, mas, infelizmente nossa população não tem acesso a ela em nenhumas das vazes da educação formal. Um grande erro, mas que já ocorre há varias gerações.

Além de reduzir problemas com o trabalhador, a educação financeira fará com que ele perceba que os rendimentos mensais que recebe são suficientes, diminuindo as reclamações. Mas, que para que isso ocorra se necessita de disciplina e organização, sabendo como está realmente sua situação financeira e quais os objetivos que pretende com o dinheiro e dentro de que prazo.

Outro ponto fundamental, o colaborador tem que ter em mente que economizar e ajustar suas finanças não ocorre apenas nos grandes gastos e sim nos pequenos, pois, são nesses que as finanças pessoais saem do controle, colocando em risco o salário e a segurança financeira.

Enfim, apenas com a simples ação de incluir nos benefícios dos trabalhadores a educação financeira, uma empresa consegue reverter boa parte de seus problemas com os colaboradores. Melhorando os resultados da empresa e proporcionando um ambiente de trabalho muito mais feliz.

*Reinaldo Domingos, educador financeiro, presidente da DSOP Educação Financeira e Editora DSOP, autor dos livros Terapia Financeira, Livre-se das Dívidas, Eu Mereço Ter Dinheiro, além da coleção didática de educação financeira para o Ensino Básico, adotada em diversas escolas do país.

Fonte: //migre.me/ajrWb