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Olá, queridos leitores do blog! No final de outubro foi divulgado um levantamento realizado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre conceitos financeiros. O resultado da pesquisa não foi nada animador e colocou o Brasil em 27º lugar (num total de 30 países), obtendo um índice de respostas corretas 20% abaixo da média geral.

Isso demonstra a realidade de dificuldade do brasileiro em relação a controle e planejamento financeiro, que pode e deve ser combatida com educação financeira. No entanto, a abordagem deve ocorrer já em sala de aula, desde o Ensino Infantil, afinal de contas, como sempre digo e gosto de ressaltar, o assunto trabalha a questão comportamental, que não muda da noite para o dia e é mais difícil na fase adulta, quando se têm hábitos errôneos enraizados.

Para a pesquisa foram levados em consideração conceitos como conhecimento, comportamento e atitude. Isso prova que o assunto não se trata de exatas, não é cartesiano; o problema é cultural, de criação, educação de base. Por isso, precisa ser aplicado desde cedo, dia após dia. Só assim formaremos uma sociedade mais sustentável e consciente, diminuindo os altos índices de endividamento e inadimplência que vemos hoje.

Vejam alguns motivos práticos para inserir educação financeira nas escolas:

  • O crescimento e o desenvolvimento de uma sociedade dependem também de educar financeiramente os cidadãos, ensiná-los a controlar seus recursos e respeitar seu orçamento;
  • Mais do que instruir sobre como administrar seus bens, a educação financeira promove uma mudança de comportamento e de velhos hábitos com relação ao uso do dinheiro;
  • Para mudar a situação dos endividados, somente com educação financeira, que deve ser ensinada, especialmente, nas escolas (do Ensino Infantil ao Médio), pois o que as crianças e jovens aprendem no colégio levam para dentro de casa, contagiando os pais e familiares com esses princípios;
  • Tem-se muita informação sobre macroeconomia; no entanto, quando se trata de microeconomia, pouco se sabe;
  • Um dos pontos-chave é a questão de poupar. Guardar dinheiro é a prática que permite a realização dos sonhos, que é outro tema que não recebe a importância que merece;
  • A educação financeira dialoga diretamente com os conteúdos das disciplinas formais ensinadas nas escolas;
  • Com a linguagem adequada para cada faixa etária, é possível mostrar aos alunos como lidar com as finanças do dia a dia, se planejar, poupar para os sonhos e conquistar a independência financeira;
  • As escolas que adotaram a educação financeira em currículo relatam não apenas benefícios para os alunos, como aos pais e professores;
  • Há também os benefícios para a própria escola, que, além de se destacar no mercado por oferecer um ensino diferenciado, pode ter a inadimplência reduzida ao estender o ensinamento para os pais.

Portanto, se você é mãe ou pai, é responsável por uma criança ou um jovem que ainda estuda ou mesmo conhece alguém nessa situação, vá atrás desse conhecimento. Indique para que a escola adote um programa/sistema que priorize o estudo da educação financeira. Isso fará uma grande diferença em médio e longo prazo, mas já será sentida instantaneamente.

Reinaldo Domingos

Reinaldo Domingos é PhD. em Educação Financeira, escritor, educador e terapeuta financeiro. Presidente da DSOP Educação Financeira, da Editora DSOP e da Abefin, publicou o best-seller Terapia Financeira, o recém lançado Empreender Vitorioso com Sonhos e Lucro em Primeiro Lugar e os livros Livre-se das Dívidas, Mesada Não É Só Dinheiro, Ter Dinheiro Não Tem Segredo, Eu mereço ter dinheiro!, Papo Empreendedor, Sabedoria Financeira e a série O Menino do Dinheiro – Sonhos de Família, Vai à Escola, Ação Entre Amigos, Num Mundo Sustentável e Pequeno Cidadão, O Menino e o Dinheiro, O Menino, o Dinheiro e os Três Cofrinhos, O Menino, o Dinheiro e a Formigarra. Mais de 4,5 milhões de exemplares de suas obras já foram vendidas.