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A DSOP vem disseminando a Educação Financeira entre jovens estudantes e aprendizes de todo país e, com isso, observamos o interesse crescente pelo tema. O Programa DSOP nas escolas contribui no desenvolvimento pessoal e familiar desses alunos, mas também é, para o educador, uma tarefa extremamente prazerosa, estimulante e de um resultado social imensurável.

Quando tratamos de jovens aprendizes, nossa responsabilidade aumenta, pois essa inserção ao mercado de trabalho, somado a sua remuneração e conjugado a maus hábitos de consumo poderão torná-los futuros devedores. Esse cenário pode parecer pessimista, mas é comum ao jovem procurar impressionar pelo o que tem e daí a necessidade cada vez maior da educação financeira na construção da vida adulta.

Vamos refletir sobre a seguinte colocação: se um adulto, com tantas obrigações de pagamentos, compromete parte de sua renda para o consumo de desejos pessoais, imagina o jovem aprendiz – que receberá seu primeiro salário –, o que será capaz de fazer, caso não tenha bem estruturado a sua relação com o dinheiro?

Há também aqueles que precisam dar sua contribuição nas contas de casa e, logo, as suas obrigações iniciam-se mais cedo. Caso o jovem esteja educado financeiramente, poderá ser um agente de mudança e multiplicador na família, porém, caso contrário, provavelmente se tornará o mais novo integrante da lista de devedores.

Cabe ao educador financeiro incentivar constantemente a prática dos conceitos da educação financeira e demonstrar os benefícios, já que, nessa etapa da vida, o futuro parece não ter importância, e planejar os próximos anos não desperta tanto interesse. É preciso fazê-lo compreender que o prazer da compra mal planejada pode ser facilmente superado pelo endividamento.

Estimular individualmente o equilíbrio financeiro e emocional, identificar o seu perfil consumidor, fazê-lo entender que valor e preço são coisas completamente diferentes e que uma vez educado poderá levar uma vida com sustentabilidade financeira, sem atropelos e com a satisfação de realizar sonhos que antes imaginava não serem possíveis.

Gosto de reforçar sempre que o jovem educado financeiramente promoverá um futuro ainda mais sustentável, com realização de sonhos e estímulo ao empreendedorismo, poupará e realizará, fará boas compras, construirá sua aposentadoria e verá que tempo e dinheiro foram seus aliados.

O resultado desse trabalho será um cidadão educado financeiramente, com responsabilidades e valores que foram construídos de dentro para fora e que contribuirão para uma sociedade ainda melhor.