Quem pensa que a educação financeira deve começar junto com o primeiro emprego está muito enganado. O ideal é que essa consciência financeira comece ainda na infância, mesmo que a criança tenha acesso apenas a pequenas quantias de dinheiro.


Uma pesquisa realizada recentemente pela Boa Vista Serviços aponta que a maioria da população é inadimplente e ainda que 17% deles possuem entre 31 e 35 anos.

A falta de educação financeira na infância faz com que os jovens comecem a lidar com dinheiro de uma maneira em que não farão um planejamento financeiro, não pensarão no futuro, nem terão uma preocupação em poupar economias e aliarão tais comportamentos a um gasto exagerado. Especialistas apontam que quando a educação financeira começa na infância, a criança se tornará um adulto financeiramente responsável.

A primeira iniciativa voltada para área de educação financeira partiu da cientista politica e consultora Cássia D’Aquino, de São Paulo. Em 1996, ela criou um programa de ensino destinado a alunos de 2 a 14 anos. O objetivo desse projeto era passar aos alunos a importância do dinheiro, dando destaque para a ética envolvida nesses processos. Tal projeto foi implantado por diversas escolas de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Rio Grande do Sul e Curitiba.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), 60% das famílias brasileiras iniciaram o ano de 2013 no vermelho. Entre os maiores vilões desse endividamento estão, cartão de crédito, cheque pré-datado, cheque especial, empréstimos pessoais.

O economista Reinaldo Domingos afirma que, para sair do vermelho é necessário planejar-se analisando aquilo que realmente é necessário: “Planejar-se é fundamental e, sem dúvida a melhor saída. Para isso, o jovem precisa praticas os quatro pilares da Metodologia DSOP (Diagnosticar, Sonhar, Orçar e Poupar) uma vez ao ano ou sempre que houverem mudanças na receita, para mais ou para menos.”

Em uma pesquisa realizada nas redes sociais com aproximadamente 150 pessoas, todas elas jovens entre 18 e 25 anos, mostrou que 76% dos internautas entrevistados admitem que com a educação financeira é possível melhorar sua qualidade de vida, porém, 23% acreditam que existem outras questões para que isso seja realidade. Apenas 1% dos entrevistados desacreditam que com a educação financeira possa existir uma melhoria na qualidade de vida.

Há alguns que preferem manter-se organizados financeiramente através de planilhas para controlar onde o dinheiro está sendo aplicado, mas a maioria não liga para esse meio de planejamento. De acordo com a pesquisa, cerca de 51% não fazem planilha ou algum tipo de planejamento para controlar seu orçamento pessoal. Apenas 36% garantem fazer o controle de seus gastos, porém, 13% tentam fazer, portanto, não conseguem acompanhar.

Questionados sobre a situação financeira atual, 44% não devem, porém, também não tem o hábito de juntar dinheiro. Apenas 17% assumiram estarem endividados, enquanto 39% possuem uma reserva financeira.

Fonte://nossopapodireto.blogspot.com.br/2013/06/o-endividamento-da-geracao-y.html