Crianças e jovens que têm aula de educação financeira na escola melhoram significativamente a qualidade do seu “letramento financeiro”, tendem a pensar mais no futuro e aumentam a intenção de poupar.


Estas foram, em linhas gerais, as conclusões a que chegaram os especialistas do Banco Mundial, encarregados de fazer a avaliação do impacto do projeto-piloto de ensino de educação financeira nas escolas brasileiras.

Embora preliminares, os resultados obtidos na experiência da ENEF reforçaram a importância das ações de educação financeira nas escolas e apontam para a necessidade de que mais crianças e jovens sejam educados financeiramente para construírem a chamada sustentabilidade financeira. Tais conclusões estão em linha com os avanços obtidos pela DSOP Educação Financeira que, desde 2009 tem levado o seu programa DSOP de Educação Financeira para o Ensino Básico a escolas públicas e privadas de todo o País, estando atualmente presente em mais de 250 escolas.

Benefícios para os alunos, pais e professores

“Os resultados do ENEF apenas confirmam o que já observamos na prática. Pela nossa experiência, além de melhorar o conhecimento teórico sobre o tema, nosso programa possibilita que alunos, famílias e escolas mudem a sua relação com o dinheiro tomem atitudes efetivas para construir a sua sustentabilidade financeira. Pois as escolas que adotaram a Metodologia DSOP de educação financeira em suas grades curriculares já estão indo além: relatam não apenas benefícios para os alunos, que aos poucos realmente apresentam mudanças no comportamento financeiro, mas também impactos na vida dos próprios pais, que são positivamente influenciados, já que o material didático contempla atividades que envolvem a família”, afirma Reinaldo Domingos, presidente da DSOP.

Ele acrescenta que os efeitos positivos também podem ser observados em relação aos professores que têm sido diretamente beneficiados com o aprendizado e passam a ter mais controle de seus orçamentos e a melhorar sua autonomia financeira, uma vez que recebem capacitação antes de trabalhar com o tema; e às escolas que, além de se diferenciar no mercado por oferecer a seus clientes um componente indispensável na educação moderna, apresentam sinais de redução no nível de inadimplência ao ajudar os pais a lidar melhor com seus orçamentos domésticos.

A experiência das escolas

Implementar o ensino de uma metodologia nova exige empenho por parte da escola, ainda mais quando o objetivo é beneficiar também os professores e a família do aluno. Foi o que fez o Colégio de Orientação e Estudos Integrados (Coesi), de Aracaju (SE). O colégio conheceu a Metodologia DSOP no congresso Saber, em 2009. Convencida de que o material estava de acordo com as atuais tendências pedagógicas, a direção adotou a Coleção DSOP no ano de 2011 nos ciclos de Educação Infantil e Ensino Fundamental.

Segundo Carla Eugênia Nunes Brito, diretora pedagógica, a aceitação dos pais foi imediata. “Os pais entenderam a proposta da escola de formar jovens com saúde financeira. E os alunos adoraram as aulas porque são bastante estimulantes. A princípio, as aulas eram quinzenais, mas devido ao sucesso da metodologia, tivemos que adaptar o conteúdo para as aulas serem semanais”, diz Brito.

Brito ressalta a importância de um professor motivado e criativo para abraçar a proposta da Metodologia DSOP. “Nossos professores são empenhados, estudam e pesquisam bastante para levar para sala de aula vídeos e dinâmicas que enriquecem ainda mais essa metodologia inovadora”, diz. A expectativa do Coesi é ter 100% do seu quadro de professores educados financeirmanente “Com o passar dos meses nossos professores foram conhecendo mais e mais a metodologia e estão a cada dia aprimorando seus conhecimentos, aplicando em suas vidas. Com isso estão conseguindo se livrar do câncer que é o endividamento e passam a ser exemplos de pessoal bem resolvidas financeiramente”, completa Brito.

No Colégio Santa Marina, da cidade de São Paulo, que adotou o Programa DSOP de Educação Financeira no segundo semestre de 2011, e aplica o conteúdo da coleção didática a 445 alunos do Ensino Infantil e Fundamental I, a decisão de implantar o conteúdo foi acertada. “Acreditamos que é um diferencial para a formação e conscientização financeira de nossos alunos, fazemos com que eles compartilhem esse novo olhar com a família”, diz Paulo Sergio Gaspar, diretor do Colégio Santa Marina.

Fonte: //www.assobrav.com.br/imagens/revista/temp/Show%20Room%20Net141084cb-5948-459b-a8a7-3217bb563ec5.PDF