A educação financeira já é realidade em diversas escolas brasileiras. Isso pelo menos é o que aponta dados da DSOP Educação Financeira.


Segundo levantamento feito em 2013, já são mais de 250 escolas particulares, em 17 estados, brasileiros que ensinam a educação financeira com base no programa de educação financeira que desenvolveram para escolas.

Além disto, já são cinco prefeituras que utilizam o material em sua rede pública. Em todas essas escolas os resultados são muito positivos para todos os envolvidos, que aprendem a cuidar do dinheiro com mais responsabilidade e sempre objetivando a realização de objetivos pessoais.

“Estes números são muito positivos, demonstrando um crescimento de mais de 100% em relação ao ano de 2012. Mais do que isso, temos observado que muitas escolas estão procurando os materiais da DSOP, assim a expectativa é que centenas de novas escolas utilizem o material em 2014, indo de encontro com nossa missão que é disseminar a educação financeira no Brasil”, conta o presidente da DSOP Educação Financeira, Reinaldo Domingos.

Estas escolas e prefeituras se anteciparam à ENEF e à Lei171/09, que tramita no Senado sobre a obrigatoriedade da educação financeira em escolas das redes pública e privada de ensino. Porém, o Programa DSOP de Educação Financeira se diferencia pela abordagem do assunto – amplia o enfoque estritamente matemático, geralmente dado ao assunto, para uma abordagem comportamental, que trabalha, simultaneamente, capacidades cognitivas, afetivas e sociais, respeitando as potencialidades e expectativas de aprendizagem de cada faixa etária – e porque oferece cursos de capacitação a professores; palestras e outras atividades a alunos, pais e comunidade no entorno da escola.

“Nós acreditamos que, para que a educação financeira seja realmente efetiva é preciso que todos que participam do processo entendam sobre o tema, por isso vamos muito além da simples abordagem dos alunos, colocamos toda a comunidade no processo”, explica Reinado Domingos.

As experiências relatadas por alguns diretores de escolas que já utilizam esse material exemplificam o resultado do trabalho:

Em Curitiba (PR), por exemplo, o Programa DSOP de Educação Financeira no Ensino Básico foi adotado no Colégio Madalena Sofia, em2010, para a turma do primeiro ano do Ensino Médio, e os resultados são muito satisfatórios. Segundo Cleiton Sales de Avila, membro do Conselho Gestor da escola, a decisão de inserira educação financeira partiu da preocupação de ajudar os jovens a lidarem com dinheiro,especialmente aqueles que estão ingressando no mercado de trabalho e mal sabem o que fazer com o primeiro salário.

“Lidar com dinheiro é difícil para adultos, imagine para os jovens. Se eles não aprenderem a administrar adequadamente seus recursos pode ser prejudicial para seu futuro”, diz Avila. Segundo ele, a aposta nesse projeto tem como objetivo contribuir para a quebra do ciclo de gerações endividadas. A escola já percebeu os resultados positivos entre alunos, professores e comunidade.

Em Santo André, na região do ABC (SP), o Colégio Stocco adotou o Programa DSOP no ensino Fundamental I e II. O diretor, Roberto Belmonte Junior, explica que foram várias as motivações para inserir a educação financeira no currículo escolar, dentre as quais, diversas solicitações dos pais dos alunos e também pelo fato de já utilizarem o livro O Menino do Dinheiro, de autoria de Reinaldo Domingos, educador financeiro e presidente da DSOP, que tinha ótima aceitação.

Segundo o diretor da escola, “em conversas com professores e pais de alunos, eles têm apontado que as crianças estão mais atentas em relação ao dinheiro e, o mais importante, deixaram de esbanjar, o que reflete na melhoria do relacionamento familiar”.

Veja alguns fatores que motivam a inserção da educação financeira nas escolas:

– Um dos grandes desafios globais do século é fazer a sociedade atual repensar hábitos de consumo substituindo-os por outros mais sustentáveis.

– As profundas mudanças nas economias mundiais tem exigido um reaprendizado de como lidar com as finanças, fenômeno que movimenta governos e instituições a adotarem medidas para habilitar as pessoas a fazerem escolhas conscientes de gastos e investimentos.

– Cerca de 2 bilhões de pessoas entrarão no sistema financeiro formal nos próximos 20 anos. Mas não se sabe se todas essas pessoas estarão capacitadas a fazer as melhores escolhas financeiras.

– Há forte evidência de quelares com baixa educação financeira não planejam para a aposentaria, pagam juros mais altos, têm menos bens, e, já ficou demonstrado que o nível mais baixo de educação financeira levou as pessoas a ficarem mais inadimplentes.

– No Brasil, as mudanças na pirâmide das classes sociais significam, ao mesmo tempo, maior poder de compra de parcela significativa da população, mas também alto endividamento.

– Crianças são muito observadoras e cedo começam aperceber que o dinheiro tem uma força. Ao mesmo tempo crianças e jovens estão expostos às mensagens publicitárias que estimulam o desejo de ter. Portanto, ensiná-las o mais cedo possível, de forma lúdica e prazerosa sobre quanto é importante ter objetivos, fazer escolhas e que nada é mágico, porém, tudo é possível, desde que o dinheiro seja usado com foco e sabedoria é papel que pode ser compartilhado entre pais e escolas.

-Escolas são cada vez mais exigidas a oferecer ensino diferenciado e serviços que beneficiem também os pais.

Fonte: //www.hojemais.com.br/pereira-barreto/noticia/geral/milhares-de-alunos-ja-aprendem-educacao-financeira-na-sala-de-aula