Você é educado financeiramente? Se a resposta for sim, já deve saber então a importância da mesada na vida das crianças.

Se for não, aconselho informar-se sobre o assunto e entender, o quanto antes, o poder dessa ferramenta na aprendizagem dos pequenos em relação ao uso e à administração do dinheiro.

Como a maior parte da população não teve a oportunidade de receber orientação sobre o tema, o primeiro passo então é buscar conhecimento por conta própria em livros, palestras e cursos – existem até online e gratuitos, é só procurar. Somente assim será possível ajudar os filhos a crescerem mais conscientes e sustentáveis financeiramente.

Por volta dos três anos, a criança já mostra interesse em produtos, como brinquedos e doces, e, por isso, já se faz necessário iniciá-la à educação financeira. Livros sobre o tema voltados especialmente para essa faixa etária auxiliam muito nesse processo. O segundo passo é começar a aplicar os ensinamentos na prática, envolvendo toda a família.

Quando o pequeno tiver entre sete e oito anos, já se pode considerar oferecer uma mesada. Saiba quanto você dá de dinheiro a ele no mês e chame-o para uma conversa franca, explicando que, a partir de agora, ele vai receber e controlar o próprio dinheiro.

Sobre a quantia, faça um levantamento da média que a criança gasta por mês, para isso é necessário que se anote todo dinheiro que é dado a criança e qual finalidade. Com esse número definido, dê metade do total que você gasta no mês com ela e com o restante do valor incentive-a a planejar e poupar para a realização de três sonhos: de curto (até três meses), médio (de três a seis meses) e longo prazos (de seis meses a um ano). Por esse motivo, para quem tem mais de um filho, os valores serão diferentes.

Além disso, diga a eles que o mesmo valor dado de mesada você também investirá nesses sonhos, colocando na poupança. Essa atitude serve de exemplo para eles, mostrando a importância de se poupar para realizar desejos.

Muitos pais me perguntam também sobre quando e como aumentar a quantia dada ao filho. Isso deve ser gradativo, sempre acompanhado de conversas, para que o papel da mesada não seja perdido e ele compreenda que, com o aumento do valor, também aumenta a responsabilidade em administrá-lo.

Para finalizar, reforço a ideia de que, por estar totalmente relacionada a um processo comportamental, a educação financeira deve ser prioridade não só nos lares, mas, principalmente, nas escolas públicas e privadas de todo o país.

Fonte: //blogs.diariodepernambuco.com.br/licoesdebolso/mesada-e-importante-para-educacao-financeira-das-criancas/