Em meio a tablets, computadores e celulares, os elásticos coloridos conquistaram a atenção da galera. A mania começou com a confecção de pulseiras e passou para colares, anéis e pingentes para lápis e celular. Não há limites para a criatividade.


Isabella Brandão Vantini, 9 anos, foi a pioneira na escola, o Educandário Santo Antonio, em Santo André. “Minha avó viajou para a Europa e viu a moda por lá. Então, me trouxe os elásticos”, lembra a garota, que aprendeu a fazer por meio de vídeos no YouTube.

A moda pegou e virou febre entre os alunos. No entanto, a confecção não é permitida no ambiente escolar, apenas o uso e a troca com os colegas.

Os mimos servem para presentear familiares e amigos. “Usamos a criatividade. Depois que aprendi a fazer as pulseiras, resolvi montar bichos. Já fiz pinguins, tartaruga, panda e minions (do filme Meu Malvado Favorito) para colocar no lápis”, conta Luigi Pieroni da Silva, 9, de Santo André, que deixou o videogame mais tempo desligado por causa do novo passatempo. “Só posso brincar depois de fazer a lição de casa.”

Rafael Jackson Lauria Costa, 10, de Santo André, também deixou os eletrônicos um pouco de lado. Hoje, após muito treino, é capaz de fazer uma pulseira em apenas quatro minutos. “O legal é que não precisa de bateria, como o celular. Se quiser, passo o dia todo fazendo”, compara.

Especialista em fazer modelos diferentes, Stefany Camargo Vellucci, 10, de Santo André conseguiu escrever nomes no meio das pulseiras. “Aprendi observando quem fazia. Gosto bastante.” Já Fernanda Brunoro Rubio, 11, de Santo André, foca nos acessórios para compor o visual. “Quando saio para passear escolho as que combinam com minha roupa.”

Não é preciso gastar para se divertir

Para se divertir não é preciso gastar dinheiro. Brincar de pega-pega, jogar bola ou confeccionar os próprios brinquedos com produtos recicláveis não têm custo algum. Esse tipo de atividade ajuda a exercitar o corpo e a mente, além de proporcionar novas amizades.

Se tiver muita vontade de comprar alguma coisa, guarde a mesada ou o dinheiro que ganhar dos adultos. É preciso se planejar e ter a paciência de juntar o valor necessário.

Também dá para fazer artesanato e bijuterias, como pulseiras de elástico, e vender para os amigos. A prática ensina a se planejar, cuidar das finanças e usar com consciência o dinheiro. Só não pode fazer comércio na escola. Converse com seus pais antes de comprar ou vender qualquer coisa.

Exposição traz brinquedos que podemos fazer em casa

Pião, corda, casinha de madeira, peteca e até boneco feito de pena e argila são opções de brinquedos artesanais que podemos fazer em casa usando materiais como pedaços de pau, panos, latas e caixas de papelão.

Dá para ter boas ideias com a exposição Brinquedos à Mão – Coleção Sálua Chequer na Caixa Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111) que rola até 7 de dezembro, entre terça e domingo, das 9h às 19h. Os visitantes podem brincar com os itens e ver como são feitos.

Leonardo Goes Barbosa Rodrigues, 9 anos, de Santo André, é prova de que é possível usar a criatividade para criar brinquedos. Com a onda dos elásticos coloridos, o estudante fez uma bola para jogar queimada. “Uso um pouco de papel amassado para reforçar. Depois, passo os elásticos em volta. É um pouco demorado para fazer, porque precisa ser grande.”

Seja qual for a brincadeira, com jogo digital, tinta guache, figurinhas, massinha de modelar ou até fazer o próprio brinquedo, o que vale é a diversão. O importante é saber os momentos adequados para cada atividade.

Consultoria de Camila Tarif Folquitto, psicóloga da USP, Denise Conselheiro, coordenadora do Edukatu – Consumo Consciente do Akatu, Reinaldo Domingos, terapeuta financeiro, e de Luciana Jackson e Renata Gomes de Oliveira, professoras do Educandário Santo Antonio.

Fonte://www.dgabc.com.br/Noticia/1022006/mania-de-elastico?referencia=minuto-a-minuto-topo