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Crianças a partir de 1 ano já aprendem a lidar com o dinheiro no Centro de Educação Infantil Aliança

Os primeiros seis anos de vida são fundamentais para a formação do caráter do ser humano. Recentes pesquisas da neurociência oferecem evidências de que acontecimentos precoces de natureza física, emocional, social e cultural permanecem enraizados por toda a vida. Por isso, é possível e muito mais eficiente lançar valores e fundamentos já nesse primeiro momento.

Paralelo a isso, observamos os índices de endividamento e inadimplência da população. O alto nível de consumismo observado entre as crianças e os jovens e o modismo da ostentação alertam sobre os fatores que estão contribuindo para aumentar esses índices. Diante desse cenário, para a educadora financeira Glauce Galúcio, “se faz muito necessário a implantação da alfabetização financeira na primeira infância, tanto nos lares quanto nas instituições de ensino”.

E é isso que o Centro de Educação Infantil Aliança (CEIA) está fazendo desde o começo deste ano, introduzindo crianças de 1 a 5 anos de idade à educação financeira. “O objetivo é formar uma geração de caráter, sustentável financeiramente, que aprende desde cedo a utilizar seu dinheiro de maneira saudável e consciente”, explica a educadora financeira.

Os alunos possuem livros didáticos que trazem a teoria de maneira lúdica, com exercícios e linguagem apropriados para cada faixa etária, conduzidos por professores capacitados. A metodologia usada no processo é a mesma que já se encontra em mais de 1700 escolas em todo o país, baseada em quatro pilares: Diagnosticar, Sonhar, Orçar e Poupar.

Diagnosticar: por meio de perguntas e observações, os alunos identificaram na família as pessoas que possuem o hábito de poupar por meio do uso de cofres, nos seus variados modelos, perguntaram também o que faziam com o dinheiro poupado nesses cofres.

Sonhar: em sala de aula, foi trabalhado os tipos de sonhos, tendo como base duas classificações: materiais e não materiais, coisas que podemos comprar e coisas que não podemos comprar. Foi construída uma árvore com os sonhos individuais, desenhados pelo próprio aluno e, depois, por votação, os estudantes construíram um sonho coletivo da turma.

Orçar: realizou-se um trabalho envolvendo a família e a escola para orçar o valor de cada sonho individual descrito pelos alunos. Foi orçado o valor do sonho coletivo escolhido e estipulou-se o prazo para realização.

Poupar: em conjunto, as crianças confeccionaram moedas e cofrinhos em formato de porquinhos, simbolizando a poupança. Durante todo o semestre, foi ensinado e estimulado como alimentar os porquinhos para a realização dos sonhos.

Segundo Galucio, como resultados preliminares, os alunos apresentaram um rápido aprendizado em relação aos conceitos de educação financeira, compartilhando com seus familiares. “Eles descreveram de forma oral e em desenhos seus sonhos individuais com exatidão e construíram de forma harmônica e consensual o sonho coletivo que será realizado no Dia das Crianças, com uma visita a um parque de diversões”, finaliza.

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