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A educação financeira nas escolas será tema da Comissão de Educação da Câmara de Deputados no próximo dia 29 de novembro. Na ocasião será apresentada a defesa de que o tema seja inserido na grade curricular das escolas, frente aos grandes resultados observados para crianças que aprendem sobre o tema.

A realização de Audiência Pública para debater sobre a inclusão de aulas de Educação Financeira na grade curricular do Ensino Básico foi um requerimento do deputado federal Arnaldo Faria de Sá, e acontecerá das 16 às 18 horas no Plenário 10, Anexo II da Câmara dos Deputados.

A participarão da Audiência representantes do MEC, do Conselho Nacional de Educação, da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), dentre outras organizações ligadas ao tema.

O objetivo é que a partir do apresentado ocorra um estudo para implementação de projeto de lei que possibilite a ampliação de acesso ao tema nas escolas. Fato que já ocorre mais de maneira ainda muito incipiente, não atingindo a grande maioria das instituições de ensino.

Importância da Educação Financeira

A importância do evento vai muito além da abordagem de um novo tema nas escolas, refletindo diretamente na realidade da população. No Brasil, a ausência de cultura sobre como administrar o dinheiro de forma saudável e sustentável é evidenciada por dados que indicam que o brasileiro não poupa, e sim se endivida. Mais da metade da população está endividada, isto é, gasta mais do que recebe.

Como consequência, os índices de inadimplência no Brasil são muito altos. Apenas uma pequena parcela da população é investidora e consegue poupar parte dos recursos que recebe durante a vida.

Felizmente, a educação financeira, hoje, é considerada essencial para a nova geração de brasileiros, e o tema está presente em salas de aulas de milhares de escolas particulares em todo o país. Nas escolas públicas, entretanto, o tema ainda é uma novidade.

“Já estamos inserindo a educação financeira em algumas escolas, todavia, devido a importância do tema, é fundamental que todos tenham acesso. Sabemos que é importante que crianças de todas as classes sociais e condições financeiras sejam educadas financeiramente”, alerta o presidente da Abefin, Reinaldo Domingos.

A implementação da disciplina de educação financeira nos currículos escolares é necessária, portanto, para romper o ciclo atual e iniciar um novo, com cidadãos capacitados para tomar decisões assertivas em relação ao uso do dinheiro. Esse ensinamento começa na escola, com crianças a partir de três anos, que estão na fase do aprendizado de hábitos saudáveis, por meio de ensinamentos lúdicos e firmados em conceitos pedagógicos de excelência.

A consolidação da educação financeira como algo a ser trabalhado não apenas com crianças e jovens, mas também com adultos, é tão evidente que já existe no Brasil cursos profissionalizantes sobre o tema, como especialização e pós-graduação em educação financeira. Além disso, desde 2012, a Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) atua na busca pela regulamentação da atividade de educador financeiro no país.

O próprio Governo Federal já sinalizou a importância do tema, iniciando em 2010 a Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF) e criando um comitê que elaborou um material de educação financeira para os ensinos médio e fundamental.

Na iniciativa privada, a Metodologia DSOP de Educação Financeira se destaca por educar anualmente mais de meio milhão de crianças, com o objetivo de melhorar a vida de cada uma delas e de suas famílias, o que gera, de forma orgânica, mudanças positivas na comunidade, no bairro, na cidade e, consequentemente, no país.

“O que se observa é que a realização do debate na Câmara de Deputados será uma importante abertura para um debate mais amplo sobre o tema. Espero que a partir do momento que os nobres deputados ampliem sua percepção sobre o tema, que passem a levantar essa bandeira, auxiliando na criação de gerações mais saudáveis financeiramente”, finaliza Reinaldo Domingos.