educacao-financeira-nas-escolas-criancas-dinheiro

Economia e gastos são duas palavras que parecem pertencer, apenas, ao vocabulário dos adultos. Mas não são! Falar de finanças é assunto para crianças, sim, e todos precisam aprender a lidar e a administrar o dinheiro no dia a dia.

Com muita disciplina, Thiago do Nascimento Sabio, 9 anos, já juntou R$ 410 para comprar o tão sonhado notebook. “Todos os anos recebo dinheiro dos meus pais. Minha avó também me dá de presente (no aniversário). Junto tudo, pois quero muito comprar esse computador para eu e minha irmã mais nova usarmos.” Apesar de sempre ver a família falando de economias, o menino aprende bastante no Colégio Vesper, em Santo André. Lá, ele e os colegas têm aulas sobre educação financeira.

“Hoje sou mais rápida na hora de calcular o troco quando pago algo. Entendo melhor quanto vai restar e quanto devo poupar”, conta Beatriz Corrêia Diniz, 9. Ela admite que guardar dinheiro não é fácil, mas é preciso para realizar certos objetivos. “Um dia desses ajudei minha mãe a comprar um brinquedo que queria. Isso só foi possível porque juntei dinheiro e fiquei muito feliz.”

Conheça o Programa DSOP de Educação Financeira nas Escolas e leve este tema para os seus alunos!

De R$ 10 em R$ 10, Alessandra Atanazio Nogueira, 10, possui R$ 150. “As aulas têm me ajudado muito, mas, na verdade, sempre tive o costume de poupar. Gosto de ajudar minha igreja com parte do que guardo e o restante uso para comprar minhas ‘coisinhas’”, explica. “Esses dias emprestei R$ 50 para minha avó e fiquei feliz em poder ajudar. Ela já me devolveu e, agora, já posso pensar no que vou gastar.”

Uma dica para juntar dinheiro é estipular os tamanhos dos sonhos que temos. Por exemplo: as coisas que se deseja comprar nos próximos três meses; os itens para quais se poupa por seis meses; e o que pode ser muito caro e necessita de um ano de economia. Dessa forma, é possível calcular o quanto se deve guardar e gastar por dia, mês ou semana. Uma caixa de papelão, garrafa PET ou o famoso ‘porquinho’ podem ajudar a amontoar moedas e notas.

Não ter gastos com bobeiras fez com que Cristian Murakami, 11, comprasse um brinquedo de alto valor. “Queria um videogame e consegui. Sempre ganho dinheiro em datas comemorativas, como aniversário, Natal, Ano-Novo e Dia das Crianças. Ainda não sei qual será a próxima coisa que vou comprar. Quero pensar com calma e guardar novamente, porque para o videogame tive que gastar tudo.”

Salário é o dinheiro que se recebe ao trabalhar. Esse termo surgiu na Roma Antiga, quando os soldados na época recebiam o chamado salarium pelos serviços prestados – no caso, eram pagos com sal.

Pequenas ações são capazes de aumentar a renda em casa

Quem nunca ouviu que é preciso tomar banho mais rápido, escovar os dentes com a torneira fechada ou apagar as luzes da casa? Essas simples medidas no cotidiano são importantes para baixar o valor das contas de casa e ajudar os adultos responsáveis pelas crianças a gastar menos. Pode ser que esse dinheiro que seja usado para melhorias no lar, comprar algo necessário para a família ou bancar uma viagem.

“Sempre vi em minha casa meus pais pouparem, comprar apenas o necessário no mercado, por exemplo. Ganhar dinheiro é bastante difícil e é preciso trabalhar muito”, diz o andreense Gabriel Henrique Santana Silva, 9 anos.

A amiga de sala de aula Maria Clara Camilo, 9, também não é adepta a desperdícios e sempre está atenta. “É preciso ficar de olho a todas essas coisas e economizar onde podemos. Ter uma reserva guardada também ajuda nos momentos de emergência”, afirma. “Na escola, por exemplo, só levo dinheiro quando não tenho nada para trazer de lanche, do contrário, trago comida de casa. Acho que quando a gente economiza podemos alcançar nossos sonhos e damos mais valor ao dinheiro.”

Consultoria de Edward Cláudio Júnior, educador financeiro e diretor da unidade Dsop no Grande ABC.

Fonte: //www.dgabc.com.br/(X(1)S(0nu2ccajjrwh5msxjlzndpaw))/Noticia/2450690/criancas-tambem-tem-educacao-financeira