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Cobrança das sacolas plásticas – veja o lado positivo

A Justiça de São Paulo negou pedido de liminar da prefeitura para impedir a cobrança pelas sacolas plásticas no comércio da cidade, com a resposta de que a cobrança não é irregular e o preço não é excessivo. Na ação encaminhada pela prefeitura em 29 de abril, a alegação era que a cobrança das sacolas poderia atrapalhar os programas de reciclagem.

Desde 11 de maio, duas sacolas plásticas vinham sendo oferecidas aos clientes de maneira gratuita, havendo cobrança apenas a partir da terceira unidade. O valor cobrado pelas sacolas distribuídas atualmente – verde e cinza – fica entre R$ 0,08 e R$ 0,15.

Os comércios de São Paulo irão cobrar pelas sacolas plásticas e existe sim o lado positivo disso tudo. Primeiramente, cobrando pelas sacolas, muitas pessoas encontrarão outras formas de levar suas compras e, assim, poderão até ajudar na questão ambiental!

As sacolas plásticas representam um aspecto ambiental muito importante, devido ao grande consumo e o descarte inadequado. As sacolas plásticas contribuem para poluir rios e mares e entupir bueiros e causar enchentes, consomem recursos naturais para sua produção e podem ser ingeridas por animais. Segundo o Instituto Akatu, cada brasileiro utiliza, em média, 880 sacolas plásticas por ano.

No Brasil, cerca de 1,5 milhão de sacolinhas são distribuídas por hora! Achou muito? A natureza também! A saída inteligente é utilizar a sacolinha retornável, que tem o objetivo de substituir as sacolas plásticas, feitas com materiais resistentes e sustentáveis e podendo ser utilizadas diversas vezes.

Portanto, utilizando estas sacolas retornáveis, além de ajudar o meio ambiente, o consumidor economizará dinheiro com as sacolinhas plásticas e poderá poupar bastante.

Veja os cálculos:

O valor pode ser pequeno, mas considerando que cada brasileiro utiliza 880 sacolinhas durante o ano e que, em média, a sacolinha será vendida a R$ 0,10, a economia do consumidor no final do ano seria de R$ 88,00 e, ao final de 10 anos, R$ 880,00.

Aplicando este valor economizado mensalmente com as sacolinhas em um título do tesouro direto, por exemplo, e com uma taxa de 1,0 % ao mês, teríamos no final de 1 ano R$ 93,00 de economia. Em 10 anos, esse valor chegaria de R$1.686,87, já em 20 anos, o consumidor economizaria o valor de R$ 7.254,21. Se pensarmos numa economia mais longa, por exemplo, de 30 anos, o montante chega a R$ 25.628,57.

Assim sendo, o consumidor deve olhar pelo lado positivo sobre esta questão e, com isso, estará ajudando tanto o meio ambiente como também o seu bolso!

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