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Como pagar as contas de janeiro e ficar no azul

Passada a euforia do Natal é hora de se preparar para as contas de janeiro. São despesas extras com impostos (IPVA, IPTU), taxas, matrícula escolar, fardamento, material didático, cursos de idioma. Sem falar nas contas mensais regulares com alimentação, saúde, transporte, condomínio, água, luz e telefone. As famílias que pagam empregada doméstica terão um componente a mais para onerar o orçamento: o aumento do salário mínimo de R$ 465 para R$ 506 no começo do ano. Para enfrentar o sufoco financeiro, as pessoas devem planejar o pagamento das dívidas e avaliar se vale a pena pagar à vista ou parcelado. O importante é contemplar todos os credores para evitar ainadimplência, mesmo que seja com os órgãos públicos.

Para auxiliar as famílias planejarem o pagamento dos gastos extraordinários, o Diario consultou especialistas em finanças pessoais. Reinaldo Domingos, do DiSOP Instituto de Educação Financeira, diz que o primeiro passo é saber se a pessoa tem ou não dinheiro para arcar com as despesas do início do ano. Se tem uma reserva de caixa a situação é mais confortável. Se já tem dívidas de longo prazo a situação é mais crítica. “O ideal é adotar uma atitude preventiva em dezembro. Ainda há tempo para guardar uma parte do décimo terceiro para as contas de janeiro sem entrar no vermelho”, sugere.

Domingos lembra que a falta de planejamento para os gastos de janeiro poderá levar à desorganização do orçamento. “Até mesmo as pessoas organizadas podem ser empurradas para o caminho do endividamento“, alerta. Ele orienta que após identificar a situação do bolso, é hora de listar todas as despesas que vem pela frente com impostos, matrículas, material escolar, fardamento, entre outras. Em outra lista devem ser anotados os gastos extraordinários durante o ano, como as festas de aniversário, os presentes do dia das mães e dos pais, viagens de negócios. O próximo passo é ter uma planilha com as despesas fixas do mês que não podem ser adiadas.

De posse dessas informações é hora de decidir pagar as contas à vista ou parcelado. Vai depender do fluxo de caixa de cada pessoa. Rodrigo Leone, professor de finanças do Ibemec, faz uma conta simples. Por exemplo: se o IPVA for parcelado em até três vezes e o desconto de 5%, e o IPTU oferecer 15% de bonificação e o parcelamento chegar a dez vezes é mais vantajoso desembolsar tudo de uma vez. “É preciso fazer as contas para avaliar o custo/benefício. Se houver outra oportunidade de investimento e outras dívidas a pagar recomendo o parcelamento”, diz.

Como devem agir as pessoas que estão com dívidas no cartão de crédito e no cheque especial? Quais as dívidas devem ser priorizadas em janeiro? Reinaldo Domingos, do Disop, orienta que sejam quitadas as despesas de aluguel, condomínio, luz, água e telefone. Depois os impostos e taxas anuais devem ser parcelados e, por último, deve-se renegociar as dívidas com taxas de juros mais altas com o cartão e o banco.

Dicas: Como se livrar das contas em janeiro

– Evite fazer novas dívidas nas festas do Natal para não apertar o orçamento no início do ano

– Se possível, reserve uma parte do décimo terceiro salário e da restituição do Imposto de Renda para as despesas extras

– Se tiver dívidas no cartão de crédito e cheque especial, use parte do dinheiro extra do décimo para pagar essas dívidas

– O pagamento à vista dos impostos IPTU e IPVA só vale a pena se o desconto for proporcional a número de parcelas

– Só faça o pagamento à vista dos impostos para ganhar desconto, se não desequilibrar o orçamento no futuro

– Se não tiver dinheiro em caixa é melhor parcelar os tributos e taxas públicas, mas evite ficar inadimplente

– Uma opção para a compra do material escolar é reunir um grupo de pais e tentar negociar o pagamento com bom desconto

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/12/12/economia2_0.asp

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